O argentino Diego Simeone, treinador do Atlético de Madrid, fez questão de defender seu compatriota Julián Álvarez, depois que este foi alvo de vaias da torcida da equipe durante o confronto com o Villarreal, em sua primeira aparição no estádio Metropolitano desde que manifestou seu desejo de deixar o clube na janela de transferências de verão.
Segundo o jornal espanhol Marca, a torcida do Atlético dirigiu vaias a Álvarez no momento em que seu nome foi anunciado no telão do estádio, e o mesmo se repetiu durante seu aquecimento e sua participação no segundo tempo, antes de o jogador se retirar sozinho para o vestiário após a partida, por recomendação da diretoria do clube, a fim de evitar qualquer novo atrito com os torcedores.
Apesar da revolta da torcida, Simeone enviou uma clara mensagem de apoio ao jogador, reafirmando sua confiança nele, ao declarar em entrevista à rede DAZN: "Nós competimos com os jogadores que temos conosco, e eu disse a eles antes da partida que lutaríamos até o fim com todos os que fazem parte do time".
O treinador argentino acrescentou durante a coletiva de imprensa: "Precisamos de atacantes diferenciados, e temos um deles, e devemos mantê-lo".
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Simeone não foi o único a defender Álvarez, já que o goleiro Jan Oblak afirmou que a equipe está ao lado de seu companheiro, dizendo: "Enquanto ele estiver conosco, vamos apoiá-lo, porque sabemos o que ele pode oferecer".
Alejandro Grimaldo também elogiou o potencial do atacante argentino, afirmando que ele é "um atacante formidável e um jogador que faz a diferença", enquanto Giuliano Simeone ressaltou que todos os jogadores do Atlético vão lutar ao lado de Álvarez enquanto ele permanecer no elenco.
A Marca encerrou sua reportagem reafirmando que Álvarez saiu da partida em meio à revolta da torcida, mas, em contrapartida, encontrou uma muralha de apoio dentro do Atlético de Madrid, representada pela diretoria do clube, por Simeone e por seus companheiros, que demonstraram total união em torno do jogador apesar da crise instaurada.

