O Barcelona adotou uma estratégia marcante durante a janela de transferências de verão ao lidar com os casos dos jogadores da academia "La Masia" que não encontraram espaço no time principal sob o comando do técnico alemão Hans Flick, e que, ao mesmo tempo, não podiam continuar jogando pelo time reserva.
De acordo com o jornal espanhol "Sport", a maioria desses casos foi resolvida com a aproximação do fim do mercado, já que o técnico alemão desejava avaliar todos os elementos durante o período de preparação da temporada e tomar uma decisão final a respeito deles, apesar de já os conhecer todos previamente.
Os jogadores Jofre, Toni, Espart, Guille, Toni e Álvaro Cortés atuaram sob o comando de Flick em momentos diferentes, e todos estrearam pela primeira vez no time principal sob sua liderança, com exceção de Guille Fernández.
A diretoria do clube catalão definiu suas prioridades desde o início na conclusão de negócios de venda definitiva para injetar valores que ajudem a cumprir as regras do fair play financeiro e revigorar os cofres do clube, sempre mantendo seu controle futuro sobre os jogadores.
Com base nisso, foi incluída em todos os contratos uma porcentagem de revenda futura, em graus variados, chegando a 50% nos casos de Jofre, Toni e Álvaro, 40% no caso de Guille, e uma porcentagem menor no contrato de Toni.
As cláusulas de recompra estiveram ligadas ao volume financeiro de cada negócio, já que o clube Braga pagou 11 milhões de euros mais 3 milhões de euros em variáveis para contratar Toni, sem que o Barcelona incluísse a cláusula de recompra em seu contrato, enquanto o clube manteve essa cláusula nos contratos de Guille, Toni e Jofre, tornando-se válida a partir do segundo ano, mais precisamente em 2028.
As instruções da secretaria técnica, presidida por Deco, determinavam que, caso o clube comprador oferecesse um valor maior, as negociações se concretizariam, tendo sido adotada a regra de que, quanto maior o valor da venda, menor a porcentagem retida pelo clube catalão.
O valor da cláusula de recompra de Jofre é de 14 milhões de euros, enquanto o valor de recompra de Guille e Toni varia entre 10 e 15 milhões de euros.
A diretoria do clube catalão deposita grandes esperanças na evolução de todos esses jogadores, além de Álvaro Cortés, que é considerado o mais maduro entre eles e que garantiu um lugar como titular no elenco do Royal Antwerp como projeto de jogador profissional de altíssimo nível.
O método de trabalho do Barcelona ficou claramente evidente desde o início da definição dos nomes que permaneceriam e dos que seriam dispensados, prevalecendo dentro do clube a crença de que alguns desses jogadores acabarão bem-sucedidos e retornarão às fileiras do Barcelona, mesmo que o caminho seja mais difícil em comparação com outros, mas que ainda assim continua sendo uma trajetória válida e bem-sucedida para todos.
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