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Uniforme 1 do Flamengo para a temporada 2022Divulgação

Pirataria faz clubes deixarem de lucrar mais de R$ 2 bilhões

Todo torcedor já se deparou, em dia de jogo, com a venda de camisas falsas, que são comercializadas por um valor muito inferior ao das peças originais. De acordo com um levantamento realizado pelo Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP), a cada 10 uniformes de time vendidos no país, quatro são piratas. O estudo mostra que a falsificação fez com que os clubes de futebol deixassem de lucrar mais de R$ 2 bilhões em 2020.

Os argumentos utilizados por quem compra produtos falsificados geralmente seguem a mesma linha: o valor cobrado pela camisa é muito alto e não é possível deixar de pagar uma conta, ou comprar comida, por exemplo, para adquirir a peça.

No fim de 2019, o Tricolor do Pici lançou a Camisa Pop. O produto possuia a mesma qualidade dos modelos de jogo, mas uma alteração nas técnicas de confecção permitiu o barateamento e deu acesso aos torcedores que não possuíam condições de ter a oficial. O preço da versão popular ficou em R$ 59,90 e a iniciativa fez grande sucesso, sendo repetida no ano seguinte e em 2021.

“É uma das nossas ações de combate a pirataria. Um produto mais barato, com boa qualidade, para atender uma parcela da população que não pode comprar uma camisa oficial e, às vezes, tem que se valer da pirataria para adquirir um uniforme do clube. Então oferecemos essa opção como meio de combate. Temos que pensar em todos os nossos torcedores, sabemos que muitos não tem condição”, afirma o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz.

Na época, para enfrentar o problema, o clube estabeleceu uma parceria com vendedores ambulantes que trabalham nos arredores dos estádios cearenses. Eles foram cadastrados e credenciados em uma central de vendas que já existia dentro do clube.

Seguindo a mesma linha, o Juventude trouxe ao mercado a “Camisa Pirata”, produto oficial do clube, assinada pela 19Treze, marca própria da instituição. É uma versão oficial, mas não original, que conta com algumas alterações e custa R$ 135 para não sócios e R$ 120 para sócios. As listras tradicionais em verde e branco foram mantidas, mas, o tecido e o design utilizados foram menos convencionais, diferentes dos uniformes de jogo. De acordo com o clube, o modelo é ideal para momentos de confraternização e práticas esportivas, além de ser uma peça atrativa para colecionadores.

"Acho importante conseguir atender a maior quantidade de torcedores possível. Sabemos que muitas pessoas não têm condições de comprar os produtos originais, portanto, levar ao mercado modelos oficiais, mais acessíveis, é fundamental para inclusão. Para nós, quanto mais torcedores com a camisa do Juventude nas arquibancadas, nas ruas, melhor", diz Fábio Pizzamiglio, vice-presidente de marketing do Juventude.

A opinião do executivo é parecida com a de Fernando Kleimmann, sócio-diretor da Volt Sport, empresa 100% brasileira que fornece material esportivo para seis clubes das principais divisões do país. Na temporada passada, também lançou recentemente uniformes a preços mais acessíveis no CSA-AL.

"Vestir o uniforme do time que torce é motivo de grande orgulho para o torcedor, afinal, estamos falando de paixão. O torcedor não vai deixar de usar uma camisa por ela ser falsa. Por isso, é essencial o desenvolvimento de modelos mais baratos, que caibam no bolso da maioria. Obviamente, não é possível deixar de lado o material tradicional, que por uma série de motivos tem um preço mais elevado, mas é necessário apresentar alternativas para atender às necessidades do torcedor e ainda gerar uma importante fonte de renda para o clube, que é uma peça fundamental no combate à pirataria”, explica Kleimmann.

Problema também no digital

A venda de produtos falsificados não se restringe aos arredores dos estádios ou a outros espaços físicos. Atualmente, é possível comprar produtos piratas também pela internet, sem grandes dificuldades. E é justamente no mundo digital que acontece um outro tipo de situação: a da transmissão ilegal de jogos.

A receita de um clube de futebol é fortemente impactada pela comercialização dos direitos de transmissões das partidas, que são negociados com plataformas de streaming e canais de TV abertos e fechados. Contudo, sem acesso aos jogos, em razão do alto custo nas assinaturas, muitos torcedores assistem a transmissões ilegais, que são compartilhadas por meio de links e lives em redes sociais.

Primeira plataforma de streaming esportivo brasileira a criar os canais oficiais de cada entidade esportiva, a NSports transmite eventos em 26 modalidades diferentes e conta com 1 milhão de fãs cadastrados. O CEO da empresa, Guilherme Figueiredo destacou o quanto os clubes são prejudicados com as transmissões ilegais.

“O torcedor precisa entender que quando ele opta por acessar um link pirata, está deixando de ajudar seu time do coração. Infelizmente são milhares de pessoas que fazem isso e, consequentemente, o clube deixa de ganhar um bom dinheiro que poderia ser usado para ajudar na contratação de um novo atleta, no pagamento de dívidas ou outra coisa importante para a instituição. Apoiar isso é prejudicar o time que você ama”, afirma.

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Perguntas frequentes

A primeira edição do Campeonato Brasileiro por pontos corridos foi disputada em 2003, ano em que o Cruzeiro se sagrou campeão.

Não. Em 2003 e 2004, o Campeonato Brasileiro tinha 24 times, número que baixou para 22 na edição de 2005. Desde 2006, 20 equipes participam da Série A do Brasileirão.

Desde 2016, os seis melhores times do Brasileirão garantem uma vaga na Copa Libertadores do ano seguinte, sendo que os quatro primeiros vão diretamente para a fase de grupos e os outros dois disputam a pré-Libertadores.

Considerando toda a história do Campeonato Brasileiro, Roberto Dinamite, com 190 gols em 328 jogos, é o maior goleador da competição.

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