Não existe dúvidas de que Pelé estará torcendo fervorosamente pelo Santos nesta quarta-feira (06), quando o Peixe enfrentar o Boca Juniors dentro da Bombonera no jogo de ida da semifinal da Libertadores de 2020. Os milhões de boquenses também estarão, ainda que longe do estádio (vazio em decorrência da pandemia de Covid-19), apoiando o lado argentino da contenda. Mas não ache que isso apaga uma admiração mútua que existe de Pelé para Boca e do Boca para Pelé.
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A história entre o Rei do Futebol e o gigante argentino tem um grande capítulo dentro de campo e outros fora das quatro linhas. Exceção feita à final da Libertadores de 1963, quando teve atuação épica para dar o bi continental na vitória por 2 a 1 em plena Bombonera, e aos subsequentes enfrentamentos entre Santos e Boca na final desta vez perdida para os argentinos na Libertadores de 2003, é possível dizer que Pelé tem uma simpatia pelas cores azul y oro. E o mesmo vale do Boca para Pelé.
Esta história foi relembrada pelo jornal argentino Olé recentemente, um ex-dirigente do Boca, Luis Bortnik, revelou que o gigante argentino tentou contratar o camisa 10: Ele estava tão comprometido com o Santos que não foi possível, ganhava muito dinheiro e não tinha como pagá-lo”, afirmou o ex-cartola.
A admiração vinda do Boca também se faz presente através da exibição de uma camisa de Pelé no museu da Bombonera.
Goal BrasilCamisa de Pelé em La Bombonera
Pelé, por outro lado, falou décadas atrás sobre sua simpatia pelo Boca.
“Com o Boca tive uma relação quase amorosa. O 'dá-lhe Boca' pode incentivar qualquer jogador do mundo às maiores façanhas. O jogador do Boca que não treme com esse estímulo está doente ou na profissão errada. Para o primeiro caso, é melhor ir ao médico. Para o segundo, não existe outra solução a não ser deixar o futebol”, afirmou para a revista El Gráfico na época em que já defendia as cores do New York Cosmos, nos Estados Unidos.
Se Pelé não conseguiu jogar no Boca, nos anos 90 o Rei quase reviveu um pouco esta relação ao quase ter ajudado o Santos a contratar Diego Maradona. Após o falecimento do ídolo argentino, no final de 2020, o venezuelano Yeferson Soteldo vestiu o número 10 da camisa santista utilizando o nome de Maradona como forma de homenagem.
Entre Pelé, Maradona, Santos e Boca, o que não falta é história. Nesta quarta-feira (06) mais um episódio desta saga de gigantes será escrito.




