Reportagens da imprensa americana afirmaram que a tecnologia de assistência ao árbitro por vídeo (VAR) deixou de ser uma rede de segurança para se tornar um “dispositivo para roubar a alegria”, depois de ter estragado a partida entre Egito e Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 e despertado uma indignação generalizada que pode levar à eliminação definitiva da tecnologia do torneio.
Aos 78 minutos da partida da última terça-feira, Mustafa “Zico” marcou um gol espetacular para o Egito após atravessar todo o campo, mas a alegria dos Faraós não durou muito. O VAR interveio para anular o gol, alegando uma falta cometida pelo Egito a cerca de 90 metros do gol, logo no início do próprio ataque.
A decisão não alterou apenas o rumo da partida, mas também o rumo do torneio, já que o Egito perdeu por 2 a 3 e foi eliminado da Copa do Mundo, enquanto a polêmica explodiu e continua até hoje.
Após os eventos que se seguiram ao confronto que eliminou a seleção egípcia da Copa do Mundo, o jornal americano “Wall Street Journal” descreveu o ocorrido como “o pior que a tecnologia de árbitro assistido por vídeo já apresentou”.
E o jornal americano afirmou, em um editorial contundente nesta quinta-feira: “Não se tratava de uma infração cometida pelo próprio Zico... Foi mais como uma viagem no tempo”.
O jornal pediu diretamente que a tecnologia fosse suspensa na Copa do Mundo, considerando que ela “não parece mais uma rede de segurança, mas se transformou em um dispositivo para confiscar a alegria, como se tivesse sido projetada por robôs mal-intencionados para roubar o espanto e sugar a alma de um belo jogo”.
Os críticos da tecnologia consideram que o que aconteceu na partida entre Egito e Argentina é a concretização da grande crise do “VAR”, já que a torcida não comemora mais os gols antes de aguardar o sinal da sala de vídeo, e os jogadores passaram a marcar gols com medo de que uma pequena tela apareça minutos depois para lhes dizer que o que fizeram não aconteceu.


