Em uma entrevista detalhada à revista Helden Magazine, Robin van Persie destaca um momento muito importante de sua vida. O técnico do Feyenoord não menciona um momento de destaque como jogador, mas sim o nascimento de seu filho Shaqueel, em novembro de 2006.
Na época, Van Persie era um jogador de 23 anos do Arsenal e morava em Londres, junto com sua esposa Bouchra. “O nascimento de Shaqueel foi um ponto de virada na minha vida”, reconhece o ex-atacante, que mais tarde se transferiu para o Manchester United.
O técnico do Feyenoord diz que se tornou “uma pessoa melhor e mais feliz” por ter se tornado pai. “Fiquei mais tranquilo e encontrei mais equilíbrio. Antes disso, eu estava muito inquieto. Queria muitas coisas: me destacar no Arsenal, me tornar titular na seleção holandesa.”
“Quando me tornei pai, fiquei mais tranquilo mentalmente, o que me fez treinar e jogar melhor. O nascimento de Shaqueel não foi apenas um momento fantástico, foi também ótimo para a minha carreira”, afirma o ex-jogador da seleção holandesa, que também atuou pelo Fenerbahçe e encerrou a carreira no Feyenoord.
Van Persie pai é um pai envolvido e dedicado, como Shaqueel destaca na entrevista. “Robin é um pai muito legal. Ele é muito esportivo e envolvido, a gente sempre jogava jogos. Mas ele nunca me deixava ganhar, eu tinha que realmente merecer.”
O técnico do Feyenoord relembra os velhos tempos, quando jogava sem parar com o filho. “Minha esposa Bouchra disse certa vez: ‘Deixa o Shaqueel ganhar pelo menos uma vez, não é legal para ele sentir essa sensação?’ Pode ser, respondi, mas ele tem que merecer isso. Ele tem que passar por isso.”
O jovem atacante do Feyenoord (19) acabou conseguindo derrotar o pai. Shaqueel van Persie se tornou, a cada jogo, “um jogador de futebol cada vez melhor”. “Uma boa técnica se tornou o novo normal. Para muitos jogadores, não é normal receber ou cabecear a bola corretamente nove em cada dez vezes, mas com o Shaqueel isso acontece. Ele está colhendo os frutos disso agora.”


