Diego Souza indicou que vai seguir vestindo a camisa do Sport. Entretanto, durante entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (12), o meia-atacante foi duro com a diretoria do clube pernambucano e afirmou que sentiu-se desprotegido em meio às especulações que o colocavam como reforço do Palmeiras.
“A partir do momento que cheguei e falei da minha situação e continuaram falando de negociações e renovação de contrato, de aumento de salário, que eu ia ganhar o dobro no Palmeiras... Não me respeitaram no momento que precisei. Me senti desprotegido e isso me fez ficar muito chateado”, afirmou.
Diego aproveitou, também, para criticar o ex-jogador Edmundo, que atualmente trabalha como comentarista e teria indicado que o camisa 87 do Sport estaria no Rio de Janeiro para resolver definitivamente a sua situação.
Números de Diego Souza no Brasileirão 2017
“O Edmundo deu uma entrevista dizendo que me encontrou na praia. Ele me encontrou na praia porque moro no Rio e na praia. Por mais que eu tenha problemas particulares, eu dei uma volta na praia para arejar a cabeça. Fui com um amigo que me ajudou muito. Normal”, disse, deixando claro que considerou um “mal-caratismo” de Edmundo.
Sobre a sua atual situação no Sport, Diego disse que vai permanecer na equipe pernambucana. Nesta quinta-feira (12), o Leão recebe a Chapecoense pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. E, segundo as regras da competição, caso entre em campo e complete a sua sétima partida, o meia-atacante não poderá se transferir para outra equipe da Série A em 2017.
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“Vou continuar trabalhando. Espero que isso não tire o foco do que a equipe vem fazendo esses dias. Temos um jogo importante amanhã. Espero que isso fique longe. Eu bato no peito e tiro isso de letra, tudo isso que aconteceu. Quero mais que as pessoas entendam o que aconteceu”.
“Eu nunca precisei mentir aqui dentro em relação a nada. Sempre tive meu caráter, raramente machucado, muitos jogos durante a temporada. Exemplos para essa juventude. E carreguei essa bandeira, sim, do Sport comigo. Tanto dentro quanto fora de campo. Em todos os sentidos. Aconteceram coisas, nesses dias, que acabei passando por um momento de dificuldade, que me deixam muito triste. Tristes de verdade. Nunca estive tão triste desde que cheguei no Sport”.
“Desde que cheguei no Sport, a gente tinha uma cláusula que era de saída. Juridicamente, ela pode até não valer nada. Mas o espírito da cláusula, quando foi feita, foi feita para uma futura saída. O valor era um milhão e 600 mil euros, sim. Mas o Diego, em momento algum, forçou saída por um milhão e seiscentos mil euros. Meu empresário procurou o clube para negociações”, finalizou.




