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Herói do título, Deyverson garantiu 18 pontos ao campeão Palmeiras

07:00 BRST 27/11/2018
Deyverson Palmeiras Vasco da Gama Brasileirão Série A 12082018
Atacante marcou em dois clássicos e fez gols em jogos que garantiram triunfos ao longo da campanha

O gol que sacramentou o título do Campeonato Brasileiro para o Palmeiras foi de Deyverson. Os últimos três dos 77 pontos da equipe campeã estão na conta pelos pés do polêmico atacante, mas não foram os únicos que tiveram participação decisiva do novo herói alviverde. Foram 18 no total.

Deyverson, detestado por boa parte da torcida palmeirense até a chegada de Luiz Felipe Scolari, fez na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco seu nono gol no Brasileirão. Apenas um deles, na rodada anterior, contra o América-MG, não teve influência na soma de pontos na tabela: o Palmeiras já vencia por 3 a 0 quando ele fechou a conta no Allianz Parque.

Todos os demais fizeram do atacante um personagem fundamental na conquista. Gols que garantiram pontos, dois deles em clássicos. Foi de Deyverson o gol da vitória contra o Corinthians por 1 a 0, em casa, no returno. Dos pés dele também saiu o segundo no triunfo (2 a 0) sobre o São Paulo, no Morumbi, jogo-chave que derrubou um tabu de 16 anos sem vitórias na casa do rival e impediu que o antigo líder retomasse a ponta. Ali o Verdão abriu quatro pontos do Tricolor e partiu em disparada para a taça.

Deyverson só balançou a rede pela primeira vez no Brasileirão na penúltima rodada do primeiro turno. Ou seja, fez os seus nove gols sob o comando de Felipão. Foi contra o mesmo Vasco, no primeiro jogo do atual treinador no Allianz Parque, que o atacante garantiu o 1 a 0 e festejou com gestos de perdão à torcida. Foi a segunda vez que ele jogou os 90 minutos em 2018 - a primeira tinha sido dias antes, na Copa do Brasil, diante do Bahia, com Paulo Turra, auxiliar de Felipão, dirigindo a equipe (o atacante foi expulso aos 45 da etapa final). Por isso desculpou-se.

Antes, com Roger Machado, ele vinha sendo pouco aproveitado e não foram poucas as vezes que entrou em campo sob vaias e xingamentos. Os problemas vinham de 2017, quando o atacante recusou-se a cobrar um pênalti nas cobranças contra o Barcelona, do Equador, na eliminação da Libertadores de 2017, com Cuca, o treinador que pediu sua contratação.

"Eu sou alegre, sou elétrico, muito coração. Eu sou muito grato ao Felipão, ao grupo também, que me abraçou e cuidou de mim. Agradeço também a todos técnicos que passaram pelo Palmeiras. Meu sangue não é vermelho, é verde. Eu coloco uma armadura quando vou a campo", afirmou Deyverson logo após o título.

No Brasileirão de 2018, a história passou a ser outra com Scolari. Marcou os dois primeiros no triunfo por 3 a 0 sobre o Vitória, em Salvador, e também deixou dois na vitória (2 a 0) diante do Grêmio, no Pacaembu. Mais seis pontos que estão diretamente ligados a Deyverson.

É verdade que uma expulsão infantil, por uma voadora no atleta do Ceará, colocou em risco os pontos que vieram da vitória por 2 a 1, em São Paulo. Mas quando os ventos mudam de direção, até o erro, hoje, se tornou irrelevante para quem garantiu tantos resultados ao campeão brasileiro. 

Deyverson só fez menos gols do que Willian (dez) pelo Palmeiras na competição. Jogou 25 partidas. Todos os seus gols em 2018 foram pelo Brasileirão.

"Quando eu cheguei, ele estava apadrinhado pelo Turra e Pracidelli (auxiliares). Eles falaram: Felipão, nós temos um jogador que é importante", disse Felipão. Os escudeiros de Scolari estavam certos.