O Newell's Old Boys, clube de formação do filho Lionel em Rosário, confirmou a morte de Jorge Messi na tarde de sábado. Ele tinha 68 anos.
"Sua companhia constante e seu papel de liderança nos bastidores foram decisivos para apoiar cada passo de Lionel, desde seus primeiros passos até a maior glória no futebol mundial. Obrigado por ensiná-lo a amar estas cores", dizia o comunicado do Newell's Old Boys.
Jorge Messi acompanhou ao longo da carreira o filho mundialmente famoso, que ainda aos 13 anos trocou o Newell's Old Boys pelo Barcelona, como conselheiro. Já durante a Copa do Mundo mais recente na América do Norte, havia se tornado conhecido que o estado de saúde de Messi pai era ruim. Na época, a família informou, "que Jorge Messi se encontra atualmente em uma crise de saúde. Ele está sob supervisão médica e apresenta progresso dentro de suas possibilidades."
A apresentadora de TV Florencia Pena havia anunciado erroneamente a morte do pai de Messi no início da Copa do Mundo, em uma transmissão ao vivo da plataforma de streaming Luzu TV. Mais tarde, ela explicou que recebeu a informação falsa da equipe de produção e a considerou confiável. "Peço desculpas à família Messi pelo momento difícil que ela está atravessando. Lamento infinitamente ter contribuído para esse sofrimento", escreveu Pena em tom de arrependimento no Instagram e deixou seu trabalho na Luzu TV.
Jorge Messi, nascido em 1958, trabalhou inicialmente em uma siderúrgica. Quando percebeu o grande talento de seu terceiro filho, Lionel, passou a se concentrar no desenvolvimento da carreira dele. De baixa estatura, Lionel foi para as categorias de base do Barcelona aos 13 anos, recebeu tratamento hormonal, tornou-se profissional aos 17 e marcou a maior era do clube: entre 2009 e 2015, o Barça conquistou a Liga dos Campeões três vezes. Messi ganhou oito vezes a Bola de Ouro e, ao lado de Cristiano Ronaldo, foi o jogador mais marcante de sua geração.
Jorge Messi, pai de quatro filhos, negociou os grandes contratos do filho, inclusive nas transferências de Lionel Messi para o Paris Saint-Germain (2021) e, dois anos depois, para o Inter Miami.


