As críticas na Espanha não cessaram após o decepcionante empate em 0 a 0 contra Cabo Verde, ontem, na estreia da “La Roja” na Copa do Mundo de 2026, e se concentraram principalmente no técnico Luis de la Fuente, que o jornal catalão “Sport” considerou uma das principais causas do fracasso na partida.
A seleção espanhola se contentou com o empate sem gols contra Cabo Verde, desperdiçando dois pontos valiosos na disputa pela liderança do grupo, em meio a uma onda de indignação em relação às escolhas táticas adotadas pela comissão técnica.
O jornal “Sport” considerou que Pedri foi a maior vítima da partida, depois de ter sido escalado em uma função diferente de sua posição habitual, o que afetou claramente seu desempenho em campo.
O jornal explicou que De la Fuente afastou o astro do Barcelona de suas funções principais na construção do jogo e na organização dos ataques, colocando-o em uma posição avançada atrás dos atacantes, o que privou a seleção de um de seus principais elementos capazes de controlar o ritmo da partida.
A reportagem acrescentou que Pedri pareceu desorientado em muitos momentos da partida e foi obrigado a se deslocar para fora de suas áreas habituais de atuação, acabando, em muitas ocasiões, perto da linha do gol sem deixar sua marca habitual.
Pedri não foi o único motivo de críticas ao técnico, já que o jornal apontou que a escalação de Gavi na ala esquerda foi uma decisão infeliz, especialmente porque o jogador não trouxe o contributo necessário e esteve aquém de seu nível habitual.
Além disso, o “Sport” criticou a escolha de colocar Ferran Torres em uma posição que não se adequa às suas características, afirmando que o jogador do Barcelona é mais hábil em explorar os espaços do que em romper defesas compactas com dribles individuais.
O jornal também dirigiu suas críticas à condução da partida por parte de De la Fuente, que demorou a fazer as substituições até os 71 minutos, apesar das evidentes dificuldades da equipe em criar oportunidades e romper a organização defensiva de Cabo Verde.
Considerou que o técnico espanhol repetiu erros observados nos torneios de 2018 e 2022, nos quais a seleção dominou a posse de bola e trocou muitos passes sem apresentar verdadeira eficácia ofensiva ou capacidade de chegar ao gol.
O jornal concluiu sua reportagem afirmando que a Espanha careceu de profundidade e velocidade na transição ofensiva, saindo da partida com apenas um ponto, enquanto Pedri passou de uma das principais armas da seleção a uma vítima evidente das escolhas técnicas do seu técnico.


