Uma onda de críticas severas atingiu o técnico italiano Carlo Ancelotti no Brasil, após a surpreendente eliminação da Seleção para a Noruega (2 a 1) nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, em meio a questionamentos crescentes sobre seu futuro, apesar de seu contrato se estender até 2030, enquanto o nome de Pep Guardiola começou a surgir como um possível substituto.
Ronaldo Nazário, um dos principais defensores de Ancelotti no passado, disse em declarações francas: “Sinceramente, acho que essa eliminação começou com as decisões tomadas no banco de reservas”.
E acrescentou: “Carlo Ancelotti é um dos melhores treinadores da história do futebol, mas cometeu muitos erros esta noite. Ainda não entendo por que João Pedro não estava na escalação. Ele teve uma temporada excepcional, está no auge de sua forma, e o Brasil precisa de um atacante que traga algo diferente”.
Ancelotti cometeu um erro
Ronaldo também criticou a pouca participação de Endrick, dizendo: “Sempre que ele entrou em campo neste torneio, trouxe vitalidade, entusiasmo e capacidade de surpreender. No entanto, passou a maior parte da Copa do Mundo sentado no banco de reservas. Não entendo isso”.
Por sua vez, Vanderlei Luxemburgo, ex-técnico do Real Madrid e da Seleção Brasileira, postou em sua conta no Instagram: “Ancelotti cometeu um erro. Ele falhou na escolha da escalação, nas decisões e na leitura do jogo; e, por isso, perdemos a chance de conquistar a sexta estrela”.
Luxemburgo acrescentou, em tom crítico: “O problema é mais profundo do que isso. Se o técnico fosse brasileiro, a imprensa estaria exigindo sua demissão, exibindo programas especiais e declarando o fracasso do projeto. Já com um técnico estrangeiro, sempre há uma desculpa, disposição para fechar os olhos e um nível de paciência sem precedentes em relação aos nossos técnicos. Chega dessa tendência de considerar que tudo o que é estrangeiro é melhor”.
E ele enfatizou que “o futebol brasileiro precisa de mais Brasil. Mais identidade, mais confiança em nós mesmos e mais respeito pelos jogadores profissionais e pela essência do futebol brasileiro”.
“Todos são culpados”
Romário, lenda do futebol brasileiro, apontou no programa “El Chiringuito” os responsáveis pela eliminação: “É claro que todos em campo são culpados, assim como o técnico (Carlo Ancelotti)”.
O ex-jogador do Barcelona e do Valencia acrescentou: “Como brasileiro, sinto uma grande decepção. Acho que o que aconteceu foi chocante. O que eles mostraram hoje não é a Seleção Brasileira que conhecemos, a Seleção Brasileira que queremos”.
Ancelotti morreu enquanto abraçava Neymar
Paulo Kobus, colunista da ESPN Brasil, descreveu o desempenho de Ancelotti como “desastroso”, enquanto Arnaldo Ribeiro, no site UOL, argumentou: “A atuação de Ancelotti foi desastrosa em uma partida decisiva. Na última substituição, ao trocar os pontas por Endrick e Neymar, atendendo ao desejo da torcida, ele destruiu a equipe. Não foi Neymar quem morreu nos braços de Ancelotti, mas sim Ancelotti quem morreu nos braços de Neymar”.
Mauro César Pereira também considerou que “Carlo Ancelotti fez as substituições que acabaram por destruir o Brasil, especialmente com a entrada de Neymar”.
Guardiola... o possível substituto
Com o aumento das críticas dirigidas a Ancelotti, o nome de Pep Guardiola, o técnico espanhol que deixou o Manchester City, começou a surgir como um possível candidato para comandar a Seleção, sabendo-se que ele já havia sido cotado para o cargo em 2022, antes de recusar uma oferta tentadora da Confederação Brasileira de Futebol.
O site “One Football” considerou Guardiola o principal candidato para treinar várias seleções que foram eliminadas precocemente da Copa do Mundo de 2026, como Holanda, Uruguai e Brasil, e até mesmo para comandar uma seleção tradicional que vem passando por uma queda de rendimento, como a Itália.
Antonio Sanz destacou, em entrevista à Rádio Marca, que “a seleção que sofrerá maior pressão na Copa do Mundo, seja o Brasil ou a Inglaterra, será a próxima parada de Guardiola”.
Os próximos dias serão decisivos para definir o destino de Ancelotti na seleção brasileira, em meio a uma tempestade de críticas que ameaça sua permanência, apesar do contrato que se estende até 2030, enquanto se aguarda a posição da Confederação Brasileira de Futebol diante da crise que se agrava.


