O Brasil já estreou na copa do Qatar e vai em busca do seu sexto título de Copa do Mundo. A equipe comandada pelo técnico Tite venceu seu primeiro compromisso contra a Sérvia, pelo placar de 2 a 0. No caminho até concretizar este sonho, o desempenho da seleção canarinho precisará ser impecável e a história mostra que será necessário contar com craques que façam a diferença.
Quando falamos em seleção brasileira em Copa do Mundo, é impossível não citar a mítica camisa 10 – imortalizada por Pelé especialmente nas conquistas de 1958 e 1970. Para a geração um pouco mais jovem, o número 9 às costas de Ronaldo Fenômeno reflete toda a trajetória do craque, desde o vice em 1998 até o título de 2002.
Inspirados pelo passado e animados com o futuro, nós da GOAL relembramos abaixo todos os camisas 9 e 10 do Brasil na história das Copas do Mundo. Incluindo, claro, a numeração do selecionado brasileiro para o Qatar 2022.
OS CAMISAS 10
Eles são responsáveis pelo espetáculo dentro de campo. Além do mais, quando entram no gramado toda a atenção está voltada para eles. Ser o camisa dez sempre foi o sonho de toda criança. Agora, imagina quando isso é alcançado com a seleção brasileira?
O número virou sinônimo de craque e o Brasil possui vários atletas de alto nível que já vestiram essa camisa. Vamos relembrar!
COPA DE 1954 - PINGA : foi o primeiro jogador a vestir a numeração fixa no mundial da Suíça. Até então jogador do Vasco, o canhoto não teve grande exibição na competição, assim como todo time brasileiro. Por sinal, foi neste mundial que a nossa seleção passou a usar a tradicional camisa amarela.
Acervo Pelé
COPAS DE 1958, 1962, 1966, 1970 - PELÉ: com apenas 17 anos, o Rei do Futebol herdou "sem querer" o número místico após uma confusão da entidade brasileira ao enviar as numerações à Fifa. O até então jovem desconhecido fez a diferença em 1958 e marcou o gol na final contra a Suécia. O sucesso seguiu em 1962, com o bi no Chile apesar da pequena participação após lesão, enquanto em 1966 a seleção não teve sucesso e ficou apenas em 11º. No entanto, o tri veio em 1970, já com Pelé consagrado como melhor jogador de todos os tempos.
COPAS DE 1974 E 1978 - RIVELLINO: ídolo do Fluminense e Corinthians, o jogador balançou as redes três vezes no mundial de 1974 disputado na Alemanha, e conduziu a seleção apenas para o quarto lugar, enquanto quatro anos depois o Brasil ficou em terceiro.
COPAS DE 1982 E 1986 - ZICO: Com a camisa do Brasil, Zico teve atuações memoráveis, mas sempre bateu na trave na hora das conquistas. Ao todo, fez 88 jogos e marcou 66 gols pela seleção em jogos oficiais.
COPA DE 1990 - SILAS: no Mundial disputado na Itália, Sebastião Lazaroni optou por dar a camisa 10 a Silas, então no Sporting de Lisboa. Na ocasião, o Brasil ficou apenas em nono.
COPA DE 1994 - RAÍ: apesar da numeração, Raí não teve participação direta no tetra conquistado nos Estados Unidos. Após dois jogos como titular, perdeu a posição e amargou o banco de reservas.
GettyCOPAS DE 1998 E 2002 - RIVALDO: Em 1998, o pernambucano marcou três gols na competição, mas não conseguiu evitar a derrota do Brasil para a França na final do torneio. No entanto, em 2002 a história foi diferente: ao lado de Ronaldo fez uma Copa impecável e foi protagonista no pentacampeonato brasileiro.
COPA DE 2006 - RONALDINHO GAÚCHO: após ter sido eleito duas vezes o melhor do mundo, R10 chegou ao mundial com grande expectativa. No entanto, decepcionou todos os brasileiros e amantes do bom futebol. Não balançou as redes e deu apenas uma assistência.
COPA DE 2010 - KAKÁ: melhor jogador do mundo em 2007, o jogador fez algumas boas partidas, mas seu problema no quadril o prejudicou durante a competição e o limitou dentro de campo.
GettyCOPA DE 2014, 2018 e 2022 - NEYMAR: Mesmo com pouca idade e futebol fraco da seleção em 2014, Neymar vinha fazendo um bom Mundial e conduzindo o Brasil até sofrer uma forte entrada de Zuñiga, da Colômbia. Fato que não o fez estar presente na fatídica goleada sofrida por 7 a 1 na semifinal para a Alemanha. Na Rússia, Ney também não conseguiu brilhar e virou mais piada por causa da reação exagerada em suas quedas no gramado. A esperança é que agora em 2022, a história seja diferente.
OS CAMISAS 9
Getty ImagesSe o camisa 10 é sinônimo de lances genais e maestrais, o 9 nada mais é do que decisivo. E na Copa de 2002, Rivaldo e Ronaldo provaram este ponto.
Ronaldo foi o camisa 9 nas Copas de 1998, 2002 e 2006, escrevendo um legado próprio na iconografia do futebol moderno. Agora em 2022, a responsabilidade está nas costas de Richarlison, que logo na estreia da Copa já fez 2 gols.
Getty ImagesConfira os números dos camisas 9
- 1954 – Baltazar (1 gol) - atacante
- 1958 – Zózimo (não marcou) - zagueiro
- 1962 – Coutinho (não marcou) - atacante
- 1966 – Rildo (1 gol) – lateral-esquerdo
- 1970 – Tostão (2 gols) - atacante
- 1974 – César (não marcou) - atacante
- 1978 – Reinaldo (1 gol) - atacante
- 1982 – Serginho Chulapa (2 gols) - atacante
- 1986 – Careca (5 gols) - atacante
- 1990 – Careca (2 gols) - atacante
- 1994 – Zinho (não marcou) - meia
- 1998 – Ronaldo (4 gols) - atacante
- 2002 – Ronaldo (8 gols) - atacante
- 2006 – Ronaldo (3 gols) - atacante
- 2010 – Luis Fabiano (3 gols) - atacante
- 2014 – Fred (1 gol) - atacante
- 2018 - Gabriel Jesus (não marcou) - atacante
- 2022 - Richarlison (2 gols) - atacante
