Depois de uma decepção atrás da outra nos últimos anos, a geração de ouro da Croácia finalmente conseguiu encerrar as comparações com o histórico time de 1998, que colocou um país com apenas três anos de vida no terceiro lugar da Copa do Mundo.
Sob o comando de Zlatko Dalic, Modric, Rakitic, Mandzukic, Rebic, Lovren e companhia levaram a Croácia até a primeira decisão de Mundial de sua história.
O enorme e histórico feito ainda parece um sonho, algo irreal para os croatas, como diz Ante Buskulic, jornalista da Goal Croácia.
E o feito acontece com uma geração representa da melhor maneira possível a Croácia.
GettyModric, Lovren, Mandzukic, Vrsaljko e tantos outros... A seleção é repleta de jogadores que foram refugiados quando crianças, fugindo da Guerra da Independência da Croácia, que matou cerca de 20 mil pessoas e foi um dos conflitos mais tristes e sangrentos dos últimos anos.
Todos, porém, voltaram para a casa em 1995, quando a Croácia venceu a guerra, ou poucos anos depois. Apesar de todas as dificuldades, venceram suas batalhas também pessoais, realizaram seus sonhos, e hoje estão na final da Copa do Mundo.
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Não apenas suas histórias, mas também a luta dentro de campo, vencendo o desgaste físico de três prorrogações seguidas, duas delas acompanhadas de disputas de pênaltis, e brigando por todas as bolas como se fosse a última, dando o máximo por seu país e seu povo, mostrando toda a vontade, o orgulho e o amor de ser croata. Por tudo isso, eles representam, e muito, a Croácia.
Eles, como a Croácia, venceram suas lutas, seus problemas e superaram as pedras no caminho. Agora, querem que o sonho se torne ainda mais espetacular com uma conquista emocionante neste domingo (15), às 12h (de Brasília), em Moscou, curiosamente contra a França, algoz de Davor Suker e companhia nas semifinais, em 1998.
