Um dia antes da Copa do Mundo, o Irã lançou uma forte advertência aos iranianos nos Estados Unidos. O ministro do Esporte, Ahmed Donjamali, declarou ao Varzesh3 que os jogadores do Irã abandonarão o campo se houver manifestações de crítica ao regime iraniano durante as partidas.
A Revolução Iraniana de 1979 pôs fim definitivo à monarquia iraniana, com mais de 2.500 anos de história. O regime autoritário e pró-ocidental do xá Mohammad Reza Pahlavi foi derrubado, após o que o país se transformou na República Islâmica teocrática, liderada pelo aiatolá Khamenei.
Muitas pessoas do Irã fugiram para o Ocidente após essa revolução, inclusive para os Estados Unidos. De lá, essas pessoas continuam frequentemente a criticar o “novo” regime iraniano, mas o governo iraniano não quer saber disso.
“Informamos à FIFA que sairemos de campo se ouvirmos discursos políticos no estádio. Mesmo que a antiga bandeira persa seja exibida, não continuaremos a jogar”, disse Donjamali.
O Irã enfrenta a Bélgica, o Egito e a Nova Zelândia no Grupo G. O confronto com o Egito é ainda mais especial. A partida foi rebatizada pelo prefeito de Seattle como Pride Match, totalmente dedicada à aceitação da comunidade LGBTIQ+.
