Você tem 24 anos ou mais?

Ajude-nos a verificar sua idade respondendo com sinceridade. Este site contém publicidade relacionada a jogos de azar destinada a maiores de 24 anos.

Conteúdo com restrição de idade

Você não tem idade suficiente para visualizar conteúdo relacionado a apostas. Você será redirecionado para a página inicial.

alt
+18 | Conteúdo Comercial | Aplicam-se termos e condições | Jogue com responsabilidade | Princípios editoriais | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento
imago-sport-1083611581.jpgAlterphotos
Traduzido por

O caminho mais rápido para derrotar o Real Madrid: como Simeone explorou a brecha de Mourinho?

"Precisamos levar o jogo para onde podemos causar danos a eles". A frase é recorrente em cada entrevista coletiva do argentino Diego Simeone, técnico do Atlético de Madrid, e, embora seja sempre repetida, esconde um plano minuciosamente estudado para descobrir os pontos fracos do adversário.

Simeone conseguiu conduzir o Atlético de Madrid à vitória no clássico de Madrid contra o Real (2 a 1), no último domingo, pela sétima rodada de LaLiga, em uma partida marcada por diversos lances polêmicos do ponto de vista da arbitragem.

Assim como o plano de Simeone havia funcionado à perfeição um ano antes, no clássico de Xabi Alonso, quando conseguiu vencer o Real Madrid (5 a 2), o técnico argentino conseguiu explorar o mesmo ponto fraco do Real Madrid comandado por José Mourinho: o flanco esquerdo, "a via expressa para a vitória".

O jornal espanhol Marca afirmou: "Não foi por acaso que Giuliano Simeone repetiu seu impacto no flanco direito do Atlético como fez no clássico da temporada passada, desgastando Carreras. No entanto, desta vez o plano se concentrou mais em dois aspectos: com Vinícius não recuando para defender (apesar de ter voltado no início, mal o fez nos primeiros 20 minutos, deixando Tchouaméni tentando cobrir), eles precisavam explorar a falta de apoio a Carvajal e a hesitação de Huijsen. Por isso, o objetivo era intensificar a presença naquela região com um jogador driblador (Kang In Lee) e três dos jogadores mais fortes da equipe (Pubill, Llorente e o próprio Giuliano) para tornar quase impossível a tarefa do zagueiro e do lateral".

E acrescentou: "Isso explica por que o jogador sul-coreano foi utilizado naquele flanco apesar de atuar como duplo atacante ao lado de Jonathan David, por que Pubill avançou como lateral e por que Llorente começou como volante. O objetivo deste último, além de marcar Bellingham defensivamente, era contribuir para o ataque naquele flanco. Da mesma forma, a presença de Cardoso no duplo pivô, em vez de Koke, foi definida pela necessidade de cobrir as costas de Marcos quando ele avança para a zona de fraqueza do Real Madrid".

Além da concentração dos jogadores naquele lado, a tendência defensiva do Real Madrid de recuar e as brechas que podiam ser exploradas entre o lateral e o zagueiro levaram a uma maior ênfase, no último treino antes do clássico, no trabalho de cruzamentos por cima da linha de defesa.

Esses dois aspectos se refletiram nos dois gols: o primeiro, com uma arrancada de Giuliano naquele flanco, que resultou em uma falta cometida por Huijsen para o árbitro marcar pênalti; e o segundo, com o aproveitamento de um passe entre linhas de Kang In Lee pelo flanco antes de Simeone dar um passe preciso para Jonathan David.

Esse plano, ainda que tenha dado resultados no segundo tempo (com a entrada de Koke em campo para trazer calma, tranquilidade e posse de bola, e o retorno de Llorente à posição de lateral para substituir Pubill, que havia recebido cartão amarelo), já havia demonstrado a superioridade do Atlético de Madrid no primeiro tempo.

Nesse sentido, os rojiblancos, em um confronto de onze contra onze, foram melhores e tiveram maior controle das ações do jogo, o que se refletiu em sete ataques à meta (a maioria pelo lado direito, embora Grimaldo tivesse liberdade para se juntar ao ataque pelo lado esquerdo, aproveitando a hesitação de Güler em avançar) em comparação com cinco ataques do Real Madrid.

A prova disso é que quase metade dos ataques do Atlético de Madrid (48%) veio da direita, em comparação com 24% e 29% pela esquerda e pelo centro, respectivamente.

Além de explorar os pontos fracos do Real Madrid, o plano de Simeone também tratou de neutralizar o maior ponto forte do adversário: os contra-ataques. Por isso Giuliano desempenhou o papel de quinto defensor para marcar Vinícius, por isso Pubill se revezou na marcação dele com Mbappé, que estava sob controle de Romero, esteio da defesa, e por isso o esforço incansável de Llorente também foi decisivo para frustrar quaisquer possíveis contra-ataques do Real Madrid, que mal conseguia correr.

Vocês podem discutir os temas e as notícias de forma mais aprofundada nos fóruns da Kooora

Publicidade

GOSTOU DESTA HISTÓRIA?

Adicione a GOAL.com como sua fonte favorita no Google para ver mais reportagens nossas.

Siga a GOAL no Google