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Número 3: quem é o homem oculto da Fifa que abalou o trono de Infantino?

O nome do francês Kevin Lamour ganhou destaque recentemente, depois de ele se manifestar publicamente contra o projeto do presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, apesar de ocupar um dos mais altos cargos executivos dentro da organização.

Lamour é considerado um dos mais destacados dirigentes do futebol europeu e mundial, tendo passado cerca de 20 anos nos corredores das entidades futebolísticas, e é conhecido por sua personalidade extremamente discreta e por seu constante afastamento dos holofotes, segundo o jornal"L'Équipe" francês.

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Quem é Kevin Lamour?

Lamour nasceu na cidade francesa de Brest em 1980, tem 45 anos, e cresceu na comuna de Gouesnou, na região da Bretanha.

Sua ligação com o futebol remonta a seu pai, Jean-Louis Lamour, que atuou como goleiro e treinador do clube Plabennec, antes de passar a trabalhar como oficial de polícia e, depois, como responsável pela segurança da seleção francesa.

Lamour é conhecido por ser uma das figuras mais reservadas do mundo do futebol; não possui qualquer conta em redes sociais e não concede nenhuma entrevista à imprensa desde 2009, sendo a única entrevista de sua vida com o jornal regional "Le Télégramme", atendendo a um desejo de seu avô.

A trajetória profissional

Lamour começou sua trajetória dentro das instituições futebolísticas em 2006, quando se juntou à equipe da campanha de Michel Platini à presidência da União das Federações Europeias de Futebol (Uefa), onde trabalhou como estagiário sem remuneração.

Após a vitória de Platini nas eleições, assumiu o cargo de diretor de seu gabinete, antes de tornar-se secretário-geral adjunto da Uefa a partir de 2007, na sede da entidade na cidade suíça de Nyon. Durante aquele período, trabalhou de perto com Gianni Infantino, quando este ocupava o cargo de secretário-geral da Uefa.

Em 1º de novembro de 2024, Lamour transferiu-se para a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para assumir o cargo de diretor de operações (COO), tornando-se o terceiro homem na estrutura administrativa da entidade, atrás do presidente Gianni Infantino e do secretário-geral Mattias Grafström.

Lamour assume amplas responsabilidades dentro da Fifa, que incluem a supervisão das relações com as federações nacionais, dos assuntos financeiros, jurídicos, de recursos humanos, de comunicação e de tecnologia.

Sua posição em relação a Infantino

No último dia 31 de julho, Lamour adotou uma postura inédita, ao criticar o projeto de Gianni Infantino relacionado à venda de participações da Copa do Mundo, que acabou sendo abortado.

Lamour disse: "Este é o projeto de uma única pessoa... É chegado o momento de os líderes políticos do futebol fazerem as perguntas certas e tomarem as decisões certas".

E prosseguiu: "Os funcionários da Fifa foram enganados, e merecem algo melhor do que o desprezo e a intimidação. E se isso significar que perderei meu emprego, que seja. Eu entenderei e respeitarei essa decisão. Pelo menos dormirei tranquilo esta noite".

O dirigente francês goza de amplo reconhecimento dentro dos meios futebolísticos, tendo sido descrito por vários de seus ex-colegas, entre eles Andriy Shevchenko, Lise Klaveness e Theodore Theodoridis, como "uma pessoa rara no mundo do futebol", que reúne firmeza e diplomacia, e que sempre prefere trabalhar nos bastidores, longe dos holofotes.

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