Ao trocar de técnico no meio do ano, o Palmeiras assumiu um risco: o time teria que fazer uma readaptação, afinal os estilos de jogo dos times de Eduardo Baptista e Cuca são diferentes. Mas neste domingo (14) os jogadores do Verdão mostraram que isso não deve ser problema. Boa parte do elenco ainda tem memória de como era o time campeão de 2016 e reproduziu esse estilo de jogo em campo.
O que chamou atenção imediatamente foi a marcação individual e avançada. Com Baptista, o Palmeiras se defendia mais recuado e cobria espaços. Com Cuca, o time já voltou a atacar cada adversário que está com a bola ou é opção de passe. A intensidade que o time aplica é impressionante. É uma estratégia arriscada, pois cede espaços se essa intensidade não foi mantidade, mas tem dado certo no Palmeiras.
A versatilidade apresentada pelos jogadores também mostra essa memória que o elenco tem. Bastou Cuca voltar para vermos uma inversão que foi fundamental para vitória: Jean e Tchê Tchê trocaram de posição, passaram a jogar melhor, confundiram o adversário e participaram dos gols.
Isso era muito comum no time de Cuca em 2016 e gerava mistério. Além de esconder a escalação a cada jogo, o técnico surpreendia com o posicionamento dos jogadores. É o que deve acontecer novamente agora e, pelo visto contra o Vasco, sem precisar de muitos treinos.
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Mas essa memória de 2016 não significa que o Palmeiras está pronto para ser campeão novamente. O próprio Cuca observou algo que o time precisa taticamente: "eu sinto que vou ter que trabalhar alguma coisa diferente. A gente gosta de marcação em cima, mas vamos ter uma mais posicionada", explicou Cuca. Provavelmente é uma estratégia que será treinada para usar em jogos fora de casa.
O trabalho do técnico acabou de começar e portanto ainda há muita coisa para fazer. Mas com certeza essa memória do elenco adiantou boa parte da readaptação necessária.



