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Nova lei francesa ameaça a influência dos Al Khalifa

O artigo 8º da nova Lei do Esporte Profissional da França está gerando ampla polêmica, após ter como objetivo coibir conflitos de interesse no futebol, o que pode obrigar Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain, a renunciar aos seus cargos nos órgãos decisórios do futebol francês.

O Parlamento francês votou o projeto de lei em 29 de junho, antes de sua aprovação definitiva na última quarta-feira, em meio a uma divisão acirrada entre defensores e opositores, com destaque para o presidente da Liga Francesa, Vincent Labron, além de Loïc Ferry e Valdemar Keita.

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Além de outras questões polêmicas, como a redução da representação dos clubes profissionais na Assembleia Eleitoral da Federação Francesa de 33% para 25% e o mecanismo de distribuição dos direitos de transmissão, o artigo 8º visa limitar o conflito de interesses no que diz respeito aos direitos de transmissão televisiva.

Al-Khelaifi é o principal interessado nesse texto, já que acumula a presidência do Paris Saint-Germain com a presidência do beIN Media Group — proprietário da redebeIN Sports —, além de ser membro do conselho de administração da Liga Francesa de Futebol.

O dirigente catariano enfrenta críticas devido à sua possível influência nas decisões relacionadas aos direitos de transmissão, segundo o jornal francês “L’Équipe”.

A Assembleia Nacional havia inicialmente suavizado a redação do artigo, mas a comissão parlamentar mista restabeleceu o texto original, mais rigoroso, que determina que não é permitido acumular cargos de liderança em órgãos de gestão do futebol com cargos ou interesses em instituições de radiodifusão, exceto nos casos relacionados a canais pertencentes direta ou indiretamente à mesma entidade.

De acordo com a nova lei, Al-Khelaifi não poderá continuar nos órgãos de governança do futebol francês.

Embora pessoas próximas a Al-Khelaifi tenham ironizado a decisão, afirmando que ele já se abstém de votar em assuntos que possam representar conflito de interesses, um especialista em governança considera que a solução mais simples seria sua renúncia à presidência do beIN Media Group, com a possibilidade de manter sua influência dentro do grupo por meio da nomeação de uma figura próxima para a administração da empresa.

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