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Nova escalada: príncipe Ali bin Hussein acusa Infantino de "chantagem"

O presidente da Federação Jordaniana de Futebol, o príncipe Ali bin Al-Hussein, intensificou seus ataques ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, acusando-o de praticar "chantagem" e de pressionar a federação jordaniana para que apoiasse sua campanha de reeleição, no mais recente capítulo da crise que cerca o presidente da FIFA após o fracasso de seu polêmico projeto de investimentos.

As declarações do príncipe Ali surgem em um momento em que Infantino enfrenta pressões crescentes, depois de ter sido obrigado a retirar o projeto "FIFA Forward Enterprise", que visava abrir as portas a investidores do setor privado para investir nos direitos comerciais dos torneios da FIFA, com destaque para a Copa do Mundo, após uma ampla onda de críticas e ameaças de boicote aos torneios, além da retirada do apoio das federações da Inglaterra e do País de Gales à sua reeleição.

Em comunicado publicado na plataforma X, o príncipe Ali afirmou que a federação jordaniana enfrentou diversos problemas durante sua primeira participação histórica em uma Copa do Mundo, ressaltando que a FIFA não prestou qualquer ajuda para resolvê-los.

Ele explicou que milhares de torcedores jordanianos enfrentaram dificuldades para obter vistos de entrada nos Estados Unidos, apesar de possuírem ingressos para as partidas, apontando também para o aumento significativo dos preços dos ingressos.

Acrescentou que a seleção jordaniana foi obrigada a pagar impostos ao governo norte-americano por meio da FIFA devido à realização de sua concentração dentro dos Estados Unidos, dinheiro que deveria ter sido destinado aos jogadores e à comissão técnica, ao passo que as seleções que se concentraram no Canadá ou no México não arcaram com os mesmos encargos.

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Ele revelou ainda que os jogadores da seleção jordaniana até agora não receberam as premiações financeiras referentes ao segundo lugar na Copa Árabe 2025, organizada pela FIFA no Catar, apesar de terem se passado vários meses, criticando ao mesmo tempo o discurso da entidade máxima do futebol sobre suas enormes reservas financeiras.

O príncipe Ali acusou a cúpula da FIFA de condicionar a prestação de ajuda à federação jordaniana à declaração de apoio a Infantino nas próximas eleições, afirmando: "Durante meses, a FIFA se recusou a nos ajudar nessas questões, até que fui informado verbalmente, durante a Copa do Mundo, de que meu apoio a Infantino ajudaria muito a resolver os problemas da federação jordaniana".

E acrescentou: "Nós, na Jordânia, prezamos por nossos valores morais. Nunca o apoiamos antes e, com certeza, não o apoiaremos agora, porque o que aconteceu equivale a uma 'chantagem', e não nos submeteremos a esse tipo de pressão".

O príncipe Ali é um dos mais notáveis adversários de Infantino no passado, tendo se candidatado à presidência da FIFA nas eleições de 2016, depois de já ter disputado o cargo contra o ex-presidente Sepp Blatter nas eleições de 2015.

Além da presidência da Federação Jordaniana de Futebol, o príncipe Ali ocupa o cargo de presidente e fundador da Federação de Futebol do Oeste da Ásia, que reúne 12 federações nacionais, entre elas Iraque, Catar e Arábia Saudita.

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