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Nova diretoria, velhos hábitos: Raí repete erros de seus antecessores no São Paulo

20:24 BRST 12/11/2018
Raí - São Paulo - 12/11/2018
Diretor executivo de futebol assumiu responsabilidade pela troca no comando da equipe


GOAL Por Fernando H. Ahuvia

Ídolo do São Paulo como jogador, Raí foi contratado pelo presidente Leco no fim do ano passado para ocupar o cargo de diretor executivo de futebol. O objetivo era trazer alguém identificado com o clube e com uma mentalidade nova para ocupar um cargo que passou por tantos nomes nos últimos anos. No episódio da demissão de Aguirre, porém, o ex-jogador se comportou como um velho cartola.

Após o empate em 1 a 1 com o Corinthians, no último sábado (10), Raí fez duras críticas ao comportamento da equipe em campo. Até aí algo normal não só pelo fato de a equipe ter atuado durante todo o segundo tempo com um homem a mais em campo, mas também pela queda de desempenho da equipe durante o returno do Brasileirão.

Daí a demitir o uruguaio, decisão que foi assumida pelo próprio Raí em entrevista coletiva nesta segunda-feira (12), no CT da Barra Funda, houve um grande exagero. Tal atitude só pode ser tratada como uma maneira de se abster dos próprios erros cometidos ao longo da temporada.


(Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

Afinal, como Aguirre chegou já com a temporada iniciada, foi Raí quem montou um elenco envelhecido, com carências de boas opções no banco de reservas e também com alguns atletas com um histórico de polêmicas em outros clubes, casos de Nenê e Diego Souza.

Quando o São Paulo conquistou o título simbólico do primeiro turno, a diretoria chegou a discutir a renovação de Aguirre com medo de perdê-lo para a seleção uruguaia. Foi o próprio treinador, porém, quem pediu para esperar o término da temporada para discutir o tema. É claro que o comandante teve parcela de culpa no péssimo desempenho no returno, mas é preciso se considerar que não foi sua culpa as lesões de Everton, Rojas e outros jogadores.


(Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

 Isso sem falar em Nenê, que acabou não gostando de ir para o banco de reservas mesmo após a grande queda de desempenho. Nesse caso sim acabou faltando uma atitude mais enérgica por parte da diretoria.

É consenso que o trabalho de Aguirre não era maravilhoso, mas também não era ruim. Uma demissão nesse momento só serviu para comprovar que Raí usou dos velhos e tão criticados hábitos de seus antecessores.