A situação de Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), tornou-se mais difícil do que nunca, após uma nova revelação jornalística relacionada a uma mulher com quem ele teria mantido um relacionamento amoroso durante o período em que atuava como secretário-geral da União das Federações Europeias de Futebol (UEFA).
De acordo com uma investigação publicada nesta sexta-feira pelo jornal britânico "Daily Telegraph", a mulher recebeu dezenas de milhares de libras esterlinas da UEFA após concordar com sua saída, tendo como pano de fundo o suposto relacionamento com Infantino.
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Esse desdobramento ocorre em um momento em que Infantino já enfrenta uma pressão crescente para renunciar ao cargo, após o fracasso de seu plano polêmico relacionado à venda de parte dos direitos da Copa do Mundo.
Espera-se que essas investigações relacionadas à conduta de Infantino, durante seu período de trabalho na UEFA, abram as portas para um novo escrutínio sobre seu futuro à frente da FIFA.
Como Infantino pode ser forçado a sair?
O "Daily Telegraph" considera que a forma mais simples seria a renúncia. E, caso essa possibilidade seja descartada, o mecanismo mais evidente são as próximas eleições, em março de 2027. Se um número suficiente de federações retirar seu apoio a ele, e surgir um candidato confiável, ele poderá perder as eleições ou decidir não se candidatar.
Os regulamentos da FIFA incluem, teoricamente, procedimentos para lidar com qualquer violação ética, mas chama a atenção, no comunicado desta semana, que a Federação Internacional, apesar de reconhecer os erros, afirmou que "tudo o que foi feito, foi feito em total conformidade com o marco regulatório da FIFA".
Fora desses mecanismos oficiais, a pressão política sobre o dirigente suíço — seja de líderes mundiais ou das federações membros — pode atingir níveis insuportáveis.
Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, juntou-se a Andy Burnham, prefeito de Manchester, e a outros que declararam ter perdido a confiança em Infantino.
