Neymar está entre os três jogadores mais badalados da atualidade. Neymar tem um dos maiores salários do mundo. Neymar é o camisa 10 da seleção com mais títulos da Copa. Neymar jogou quatro temporadas no espetacular Barcelona. Neymar tem 26 anos. Neymar é pai. Neymar não é "menino".
Vê-lo hoje como um "menino que sofre muito" chega a ser tão lamentável quanto a imagem deixada pelo próprio na Rússia. Não estava 100% fisicamente, é verdade, mas ainda assim poderia ter se aproximado um pouco da liderança técnica que todos esperavam. Ficou, sim, marcado como um "menino". Infelizmente, um "menino mimado" que mais reclama e cai do que joga bola. Uma imagem que, como sabemos, é digna de atributos bem mais favoráveis.
Neymar é ser humano. Neymar pode (e deve) chorar quando bem entender. Neymar passar por um ou outro jogo sem brilhar é normal. Neymar é craque, não uma máquina. Neymar, apesar de ter uma carreira (para não dizer a "vida") pessimamente administrada pelo pai, já não pode mais fugir das responsabilidades e nem mesmo ser alvo de passadas de mão na cabeça, muitos menos de quem tem a obrigação de cobrá-lo.

