O jogador da seleção francesa, conhecido por não gostar de dar entrevistas, chamou atenção após a vitória do Bayern de Munique por 5 a 0 sobre o Bodö/Glimt, ao levar o repórter da DAZN Jochen Strutzky ao desespero com sua falta de vontade.
"Michael Olise é alguém que quer jogar futebol. E o que está ao redor disso o deixa bastante indiferente", disse Eberl na entrevista coletiva antes do jogo da Bundesliga contra o Elversberg. "Já vimos isso na apresentação dele, há dois anos. Nem todo mundo é igual."
Mas ele também destacou: "Se dermos uma olhada nas redes sociais, ele é celebrado. Porque as pessoas simplesmente dizem: este é um jogador de futebol, ele deve jogar futebol, deve se divertir. E os jovens se identificam mais com isso do que talvez nós. Para nós, o mais importante é que ele mostre o que pode fazer em campo. E ele faz isso de forma brilhante." Nesse contexto, Eberl apontou que Olise foi eleito o melhor em campo em três dos cinco jogos desta temporada.
Para Kompany, era importante destacar ainda outra coisa. Por isso, o belga interrompeu: "Posso fazer uma pergunta ao jornalista que fez a pergunta? Você não está satisfeito por isso ter viralizado agora? Se ele respondesse todas as perguntas, como eu faço, nada viralizaria."
Ele também ressaltou que Olise sempre se comporta de maneira profissional fora do gramado: "Os patrocinadores simplesmente querem que falem sobre ele. E, quando Michael está lá, os patrocinadores são comentados. Onde temos de ser honestos: o jeito do Michael não tem valor ruim para nenhum patrocinador e para nenhum jornalista. De forma alguma. E todo mundo aproveita isso. Não devemos misturar demais as coisas."
Na entrevista muito comentada no meio da semana, Strutzky abriu com uma pergunta sobre o golaço de Olise, de pouco mais de 25 metros, que fez o 4 a 0 momentâneo na Allianz Arena. O gol tinha sido "excelente", como ele mesmo se sentia em relação a isso? Olise respondeu secamente: "Não faço ideia." Ao insistir, perguntando se ele realmente não sabia, Olise apenas balançou a cabeça.
Nova tentativa de Strutzky, desta vez com a pergunta sobre como um gol desses acontece, se por intuição ou com reflexão. "Quero dizer, eu chuto e aí ela entra ou não", explicou Olise.
Entrevista de Michael Olise à DAZN acaba rapidamente
Ao comentário de que, se fosse assim tão fácil, qualquer um poderia fazer isso, Olise sorriu brevemente e depois deixou claro: "Não sou o único que consegue fazer gols." Strutzky foi se desesperando aos poucos e disse: "Você está tornando bastante difícil para mim fazer uma entrevista aqui. O que te deixa feliz, o que te faz rir? Fazer gols?" Olise assentiu brevemente, disse "sim" e então a entrevista acabou.
O jogador de 24 anos foi um pouco mais falante no microfone dos meios oficiais da UEFA. Ali, ele falou de uma "boa atuação" de sua equipe: "O primeiro tempo foi um pouco difícil, porque eles estavam muito recuados. Mas, quando o jogo ficou mais aberto, conseguimos aproveitar nossas chances." Se a lição agora era que o Bayern talvez precise ser mais paciente em comparação ao ano passado, ele respondeu: "Jogamos da mesma forma que no ano passado. E o que quer que aconteça, acontece."
O que o técnico Vincent Kompany havia dito no intervalo, com o placar em 0 a 0? "Não sei. Ele disse que o jogo ia se abrir e que teríamos nossas chances." E quanta diversão é jogar nesse time do FCB? "É bom. Todos conhecemos nossas movimentações e sabemos como temos de jogar juntos. Então está indo bem. Estamos felizes."
Olise é considerado avesso à mídia e raramente dá entrevistas. Também por isso, recebeu o apelido de "Mr. Nonchalant".



