Em busca de um zagueiro para reforçar ainda mais o seu plantel, o Cruzeiro está avaliando o nome de Digão. O jogador de 29 anos, revelado pelo Fluminense e campeão brasileiro duas vezes com o clube das Laranjeiras [2010 e 2012, além de um estadual em 2012], foi oferecido à Raposa e ainda está resolvendo a sua situação com o Al Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos.
Dentro do Cruzeiro, um nome que pode ajudar na chegada de Digão é Thiago Neves. O meia-atacante, que costuma dar passes para gols, inclusive já deu uma assistência para levar o amigo dos tempos de Fluminense para ser seu companheiro no Al Hilal, da Arábia Saudita. Entretanto, ao contrário do que acontece na maioria dos casos, o defensor não estaria desesperado para voltar ao futebol brasileiro, embora veja com bons olhos defender a camisa azul da Raposa.
DivulgaçãoThiago Neves é um dos destaques do Cruzeiro em 2017 (Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)
“Eu tô adaptado lá, estou bem”, afirmou em entrevista exclusiva antes da possibilidade de defender o Cruzeiro.
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No bate-papo com a Goal Brasil, Digão relembrou a importância de Thiago Neves para levá-lo ao Al Hilal em 2014: “Eles estavam de olho em três zagueiros, o Réver [atualmente no Flamengo], Manoel [atualmente no Cruzeiro] e eu. Eles foram olhar um jogo do Réver, que na época acho que estava disputando o Mundial com o Atlético-MG; ele não foi tão bem no jogo e os caras acabaram desistindo e olharam o Manoel também, mas não gostaram muito. Aí ficou entre eu e o Manoel”, relatou.
“Como estava lá o Thiago Neves, que tinha jogado comigo, facilitou um pouco. Ele falou: ‘vai nesse, que eu conheço, já joguei e conheço, é muito bom e tal'. Aí eles apostaram, confiaram no Thiago e eu fui super bem lá. Eu dei sorte que o meu primeiro jogo foi um clássico, com estádio lotado, e eu não estava preparado porque vinha de férias, em dezembro, e lá é o meio da temporada. Eu cheguei com a galera voando e eu de férias. Nós ganhamos o jogo por 1 a 0, joguei super bem e caí nas graças da torcida”.
Getty ImagesThiago Neves e Digão, perfilados na final da Champions League da Ásia (Foto: Getty Images)
Digão virou ídolo na Arábia Saudita, inclusive participando na campanha do vice-campeonato da Champions League Asiática. Na ocasião, a sua vida poderia ter mudado se o troféu viesse na decisão perdida contra o Western Sydney Wanderes, da Austrália.
“No primeiro jogo da final em 2014, que foi na Austrália, o príncipe do nosso time fez uma reunião e disse que o rei mandou falar que se fôssemos campeões a vida de cada um iria mudar. O rei mandou falar, pra você ter uma noção! Quando a gente perdeu a final...p*rra, todo mundo ficou chorando”.
Getty ImagesDecepção após a final que poderia ter mudado suas vidas (Foto: Getty Images)
No Al Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos, desde 2016, Digão segue bem adaptado à cultura árabe local – usando muitas vezes até a vestimenta tradicional do país. A única coisa com a qual ele ainda não se acostumou foram as altas temperaturas das partidas. Algo mais difícil do que nos tempos em que tinha de defender o Fluminense no início de Campeonato Carioca marcado pelo calor do verão brasileiro.
“É desumano. A humidade é muito grande, parece que você está jogando na chuva. A chuteira enche de água, é muito ruim (...) Quando eu jogava no Fluminense e a gente foi fazer, em janeiro, o primeiro jogo do Carioca em Moça Bonita eu achava quente. Lógico que é muito quente, mas quando eu joguei lá [EAU] não dá para comparar. É muito quente, absurdo. É muito ruim, você sai do jogo e perde uns três quilos. A diferença é muito grande”, completou o zagueiro, ainda sem uma situação definida,
