Momentos Campeões: Na Copa de 94, Romário foi de quase renegado ao cara do tetra brasileiro

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Baixinho não vinha sendo convocado por Parreira, mas foi para os EUA e tornou-se o craque do título que encerrou jejum brasileiro, de 24 anos em Copas

“Quando eu nasci, Papai do Céu apontou o dedo e disse: ‘esse é o cara’”, brincou uma vez Romário. De fato, poucos jogadores se garantiram dos "pés à cabeça", como Romário fez em 1994. O eterno camisa 11 foi, sem dúvidas, o craque do Mundial de 1994.

Em uma Seleção Brasileira que priorizava o controle do meio-campo, ao invés de pressão ofensiva, cabia a Romário infernizar os adversários com a mistura mortal de velocidade, técnica e o faro de gol, que o tornou conhecido como o “rei da grande área”. 

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(Foto:Getty Images)

Nos EUA, desenhou, ele mesmo, a história.

Romário foi o vice-artilheiro do Mundial, com cinco gols. A prova do quanto o Brasil dependeu dele para o tetra está no fato de que ele anotou em cinco dos sete jogos da Seleção, no torneio. Passou em branco na final, mas pediu para ser um dos batedores na decisão por pênaltis. Apesar de, em suas próprias palavras, ter ido para a marca da cal apena três vezes na carreira até ali, converteu. 

"Até ali eu tinha cobrado três pênaltis na vida. No dia, eu vi uma preocupação muito grande dos jogadores. Parreira veio com a lista e eu pedi para bater", disse o camisa 11 em uma entrevista realizada em 2010.

E o Brasil encerrou um jejum de 24 anos sem Copa.

Branco Romário Dunga Copa do Mundo 1994
(Foto: Getty Images)
 

Romário foi eleito o melhor jogador da Copa e melhor jogador do mundo naquele ano. As lesões e o temperamento difícil também fizeram essa a sua última participação na competição.

O resumo do peso de Romário em 1994 pôde ser visto nas quartas-de-final contra os EUA. O camisa 11 puxou toda a marcação rival e deixou Bebeto na cara do gol para marcar. A reação imediata do parceiro após o gol foi correr em direção à Romário e gritar: “Eu te amo!” Os brasileiros gritavam a mesma coisa.

 

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