O Real Madrid conquistou uma vitória emocionante sobre o anfitrião Elche pelo placar de 3 a 2, mas deixou o estádio Martínez Valero com muitos pontos de interrogação, depois que sua vantagem confortável se transformou em verdadeiro sofrimento durante o segundo tempo, num cenário que revelou uma queda repentina do time e quase lhe custou a perda de dois pontos preciosos.
O jornal espanhol "Marca" atacou o técnico José Mourinho e os jogadores do clube merengue, afirmando que o que aconteceu no segundo tempo não pode ser explicado com facilidade, depois que o Real Madrid apareceu de forma totalmente diferente do time que havia se imposto com força na primeira metade da partida, encerrando-a em vantagem por 2 a 0.
O jornal fez críticas claras à maneira como o time lidou com o confronto, considerando que os jogadores do Real Madrid recuaram de forma incompreensível e deixaram o Elche assumir o controle da partida.
O Real Madrid parecia, no primeiro tempo, estar a caminho de uma vitória confortável, depois de Arda Güler e Kylian Mbappé marcarem, além do desperdício de várias oportunidades que poderiam ter definido o confronto mais cedo.
Mas a vantagem não durou, pois Güler desapareceu, junto com vários dos principais destaques do time, após o intervalo, e o Real Madrid deixou de ser um time propositivo para se tornar um time que esperava os ataques do adversário.
A "Marca" entende que o problema não estava apenas no resultado, mas na maneira como o Real Madrid lidou com sua vantagem. Em vez de continuar pressionando e tentando marcar o terceiro gol para encerrar o confronto, o time recuou em busca de um contra-ataque que definisse a partida, o que permitiu ao Elche voltar ao clima do jogo e impor pressão contínua sobre o gol do clube merengue.
Não foi apenas o recuo dos jogadores que foi alvo de crítica, pois José Mourinho se viu obrigado a fazer mudanças ofensivas sucessivas para tentar salvar a situação.
O treinador colocou Jude Bellingham e Brahim Díaz em campo, e a coisa chegou ao ponto de usar Brahim na posição de lateral-direito durante um dos períodos de maior pressão sobre o Real Madrid na partida.
Com o sofrimento contínuo do time, Mourinho recorreu a uma solução mais ofensiva e encerrou a partida com três atacantes de origem, sendo eles Mbappé, Endrick e Espí, além da presença de Brahim Díaz, Diomandé e Bellingham, numa tentativa de retomar o controle de uma partida que havia escapado das mãos do Real Madrid.
Apesar disso, essa solução não foi suficiente para evitar o estado de caos que dominou os minutos finais, antes que Espí surgisse novamente no momento certo e marcasse um gol que salvou o Real Madrid de um colapso que parecia próximo, dando ao seu time uma vitória que se transformou de um resultado lógico em um triunfo que o time sofreu muito para manter.
Mourinho havia justificado o recuo diante do Rayo Vallecano na partida anterior pelo fator físico, mas a "Marca" entende que o cenário diante do Elche foi diferente, especialmente porque o Real Madrid entrou na partida com cinco mudanças em sua escalação titular.
Segundo o jornal, o problema desta vez não foi tanto físico, mas relacionado ao desempenho do time, a suas decisões e à postura de seus jogadores dentro de campo.
O aspecto mais preocupante continua sendo que essa queda veio apenas cinco dias antes do derby de Madri contra o Atlético no estádio Metropolitano, onde o Real Madrid será obrigado a apresentar uma imagem totalmente diferente se quiser evitar a repetição do cenário do segundo tempo diante do Elche.



