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Argentina v Egypt: Round of 16 - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

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Morte chocante abala Messi e seus companheiros antes do confronto contra a Suíça

A cortina se fechou sobre a vida de uma das maiores lendas da história do futebol argentino, depois que a Federação Argentina de Futebol anunciou o falecimento do histórico astro Antonio Rattín, que partiu aos 89 anos, deixando para trás um legado futebolístico repleto de conquistas e momentos que marcaram a história desse esporte encantador em todo o mundo.

A Federação Argentina de Futebol divulgou um comunicado oficial de luto no qual descreveu Rattín como um dos símbolos eternos que gravou seu nome em letras de ouro nos registros da seleção nacional e do tradicional clube Boca Juniors, tendo defendido as cores da Argentina nas edições da Copa do Mundo no Chile, em 1962, e na Inglaterra em 1966, numa época que testemunhou a ascensão do futebol argentino no cenário internacional.

Ratin, que atuava como volante, ficou famoso por seu estilo de jogo agressivo e sua personalidade de líder dominante dentro do campo, tendo levado o Boca Juniors a conquistar seis títulos do Campeonato Argentino de Primeira Divisão, além de chegar, ao lado dos “Xeneizes”, à final da prestigiada Copa Libertadores em 1963, uma conquista que marcou toda uma geração de jogadores argentinos.

O incidente que abalou os alicerces da arbitragem mundial

No entanto, o nome de Antonio Rattin está indissociavelmente ligado a um dos incidentes mais polêmicos e marcantes da história do futebol mundial, aquele que ocorreu no gramado do lendário estádio de “Wembley”, na capital britânica Londres, durante a partida das quartas de final da Copa do Mundo de 1966, que opôs as seleções da Argentina e da Inglaterra, anfitriã.

Naquela partida repleta de tensão e emoções, o árbitro anunciou a expulsão de Rattin após suas repetidas contestações às decisões da arbitragem, o que provocou a ira do capitão argentino, que se recusou a deixar o campo por vários minutos, em uma cena dramática sem precedentes no futebol da época, especialmente porque o sistema de cartões coloridos ainda não havia sido criado, e os árbitros dependiam de avisos verbais diretos aos jogadores para comunicar decisões de advertência ou expulsão.

Em um dos momentos mais famosos da história da Copa do Mundo, Ratin, ao sair furioso do campo, dobrou a bandeira de escanteio que exibia o desenho da bandeira inglesa, em um claro gesto de protesto contra o que considerou uma injustiça arbitral, antes de se dirigir ao luxuoso tapete vermelho que havia sido estendido especialmente para receber a rainha Elizabeth II, sentando-se nele em um desafio flagrante que inflamou a ira da torcida inglesa, que o alvejou com uma chuva de objetos e xingamentos.

O nascimento dos cartões coloridos em meio à crise

Esse incidente chocante constituiu um ponto de inflexão radical e decisivo na história da arbitragem do futebol mundial, pois levou a Comissão de Árbitros da Federação Internacional de Futebol (FIFA) a reconsiderar seriamente os mecanismos de comunicação entre árbitros e jogadores, e a buscar um meio unificado, claro e compreensível em todo o mundo para comunicar aos jogadores as decisões de advertência e expulsão, superando as barreiras linguísticas e as diferenças culturais.

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