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Martínez: Melhorei bastante depois do confronto com o Egito... e choro quando me lembro disso

Emiliano Martínez, goleiro da Argentina, afirmou que se sente orgulhoso das conquistas dos “Dançarinos do Tango” nos últimos anos, revelando que às vezes chega a chorar ao relembrar a magnitude das conquistas alcançadas pela seleção, antes do confronto contra a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026.

Martínez disse, na coletiva de imprensa da final: “Primeiro, precisamos vencer; é nisso que estou focado. Não penso em mais nada. O que conquistamos é fruto do desenvolvimento de toda a equipe; há anos vínhamos construindo algo que é difícil descrever com palavras. Às vezes, choro ao pensar no que conquistamos. Agora precisamos aproveitar esse momento, porque o jogador profissional nem sempre percebe o valor do lugar a que chegou. Temos que aproveitá-lo, pois ele ficará gravado para sempre na memória”.

Sobre disputar uma nova final da Copa do Mundo, ele disse: “Sinceramente, sinto uma grande tranquilidade. Se você tivesse me visto durante as eliminatórias... Muitos acham que um bom goleiro é apenas aquele que defende as bolas, mas há muito mais do que isso, como lidar com os cruzamentos e manter a calma ao recuar a bola. Esses aspectos dão confiança aos meus companheiros quando veem que o Debo está tranquilo. Minha função é dar segurança a eles na retaguarda; são jogadores incríveis e, assim, podem se concentrar apenas no ataque. Tento ajudá-los quando precisam de mim, pois esse é o meu trabalho. E, graças a Deus, marcamos três gols em cada partida nesta Copa do Mundo”.

Ele falou sobre sua condição física, dizendo: “Ainda sinto dor nas mãos todos os dias. Evitei fazer a cirurgia porque sabia que a dor seria muito forte. Todos os médicos que consultei me disseram que eu precisava da cirurgia; caso contrário, não conseguiria jogar. Durante toda a fase de grupos, não pude treinar com a equipe, e isso me afetava, pois adoro os treinos. Mas, desde a partida contra o Egito, voltei a treinar normalmente e agora me sinto muito melhor”.

Sobre ser um exemplo para as crianças, ele disse: “É maravilhoso ver esse grande número de crianças que querem se tornar goleiros. Mas sempre digo aos pais que prefiro que seus filhos sejam atacantes antes de serem goleiros, porque essa posição é extremamente difícil. Aconselho-os a trabalhar e se esforçar, e espero que me vejam como um exemplo de sacrifício e superação de dificuldades”.

Ele também falou sobre como se sentiria se fosse torcedor da seleção argentina, dizendo: “Eu choraria da mesma forma que chorei quando estava no gol. Chorei quando era criança, e me lembro de quando Jens Lehmann defendeu o segundo pênalti; chorei em casa. Sempre fui apaixonado pela seleção argentina. E quando me mudei para a Inglaterra, meu objetivo constante era me tornar o goleiro da Argentina. Joguei nas seleções de base e, quando cheguei à seleção principal, não foi nada de novo para mim”.

E concluiu sua fala sobre o legado dessa geração, dizendo: “Não sei como as pessoas vão se lembrar de nós, mas sabemos como nos definir. Somos argentinos, falamos dentro de campo e não fora dele. Todos os jogadores da seleção vêm de famílias simples, de lares onde o pai e a mãe trabalham duro. Temos uma grande coesão dentro do grupo e amadurecemos ano após ano. Quero que as pessoas se lembrem de nós como se lembram de qualquer argentino: somos trabalhadores e, por mais dificuldades que enfrentemos, continuamos seguindo em frente”.

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