A celebração de Ferran Torres, avançado do Barcelona e da seleção espanhola, pelo título do Mundial de 2026 não passou sem polémica na região da Catalunha, depois de um mural com a sua imagem ter sido vandalizado poucas horas após a sua inauguração na cidade de Barcelona.
Torres foi o protagonista na final do Mundial, ao marcar o único golo na vitória da Espanha sobre a Argentina, dando à seleção do seu país a segunda estrela mundial da sua história, antes de se ver no centro de uma crise ligada à identidade política na Catalunha.
Apenas 48 horas depois da sagração de "La Roja", foi inaugurada uma obra artística no popular bairro de Gràcia, na cidade de Barcelona, que mostra o jogador do Barcelona com a camisola da seleção espanhola a segurar e a beijar a Taça do Mundo, antes de ser vandalizada na noite de terça para quarta-feira.
De acordo com o que destacou a rede francesa RMC , um grupo de independentistas catalães avançou para a desfiguração da obra de arte, em protesto contra a representação de Torres pela seleção espanhola, tendo o rosto do jogador sido pintado de branco e escritas frases políticas no mural, entre elas: "Maldita Espanha" e "Queremos seleções catalãs".
O mural gerou, desde o seu aparecimento, uma ampla polémica nas redes sociais, antes de se descobrir que tinha sido vandalizado na manhã de quarta-feira.
Por seu lado, o artista TV Boy, autor da obra de arte, garantiu, através das suas contas nas redes sociais, que voltará a pintar o mural, sublinhando que dará continuidade ao seu projeto apesar do ato de vandalismo.
Este episódio surge após um incidente semelhante que antecedeu a final do Mundial, quando outra obra de arte que reunia o antigo e o atual craque do Barcelona, Lionel Messi e Lamine Yamal, foi vandalizada, com a escrita de mensagens do mesmo teor ligado ao movimento independentista catalão.
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