Se você achava que toda a confusão envolvendo as eleições presidenciais do Vasco da Gama para o triênio 2021-2023 tivesse chegado ao fim, achou errado. Apesar de a Justiça ter validado Jorge Salgado como vencedor do pleito, realizado no final de 2020, nesta quinta-feira (07), segundo noticiado pelo GE, o partido Solidariedade entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal solicitando que Leven Siano, e não Jorge Salgado, tome posse como máximo mandatário do Cruz-maltino. Mais recentemente, o PT (Partido dos Trabalhadores) entrou com petição para se tornar parte interessada, para reforçar a tese.
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É apenas mais um dentre os vários capítulos que estão sendo escritos na saga pela definição de quem será o presidente vascaíno. Se historicamente as eleições no clube são envoltas de polêmicas e decisões judiciais, a última não foi diferente. Aliado ao complexo sistema do pleito, a pandemia do novo coronavírus também entrou no contexto e foi um dos principais elementos que levaram à atual situação de indefinição.
Entenda a confusão envolvendo às eleições do Vasco
As discordâncias sobre a eleição começaram na data da eleição, assim como qual seria a forma que os associados teriam para votar em tempos de pandemia.
A eleição estava inicialmente agendada para o dia 14 de novembro de 2020, mas uma decisão judicial comunicada às 23 horas de 6 de novembro estipulava o pleito eleitoral para o dia seguinte, 7 de novembro. O esquema de segurança e toda a estrutura para as votações foram montados. Desta forma, parte dos sócios compareceu em São Januário para votarem no sábado, em pleito marcado por confusões, falta de luz e a interrupção do pleito através de uma decisão do Superior Tribuna de Justiça (STJ).
Sem a presença de três das cinco chapas, assim como na ausência do presidente da Assembleia Geral - encarregado de comandar o processo eleitoral -, integrantes da mesa diretora decidiram reiniciar o pleito mesmo após a ordem judicial. Na contagem destes votos, Leven Siano recebeu a maior parte dos votos. Entretanto, na eleição - online em decorrência da pandemia do novo coronavírus - de 14 de novembro o vencedor foi Jorge Salgado. Em 17 de dezembro, a Justiça do Rio de Janeiro considerou válida a eleição virtual e validou a vitória de Salgado. Naquele mesmo dia, Leven Siano reconheceu a vitória de Salgado.
“Sou uma pessoa de palavra, portanto acato o resultado como eu mesmo propus. O Vasco não merece mais indefinição. Que os torcedores compreendam que a decisão de pôr um ponto final nisso é definitiva e é pelo Vasco”, escreveu Leven Siano em nota oficial. No entanto, o candidato mudou de ideia semanas depois e passou a acionar esferas da justiça na tentativa de ser reconhecido como vencedor do pleito de 8 de novembro.
Jorge Salgado, por outro lado, já iniciou ao lado de Alexandre Campello, atual mandatário vascaíno, o processo de transição. Salgado, inclusive, ajudou nos trâmites para pagar a folha salarial de outubro, que estava atrasada e foi quitada somente agora em janeiro de 2021, e participou da tomada de decisão pela saída do técnico Ricardo Sá Pinto e contratação de Vanderlei Luxemburgo.
No entanto, o pedido do Solidariedade volta a causar indefinições em relação ao futuro político vascaíno. O partido questiona a decisão tomada em 17 de dezembro pela 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), favorável a Salgado. O relator do caso no STF é o ministro Dias Toffoli.


