
Harry Kane acredita que a Copa do Mundo pode ser um marco em sua carreira. Autor dos dois gols da Inglaterra na vitória por 2 a 1 sobre a Tunísia, o atacante vislumbra bom desempenho pela Seleção Inglesa para alcançar o nível de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, dupla que comanda o futebol mundial há pelo menos dez anos.
O centroavante do Tottenham Hotspur concedeu entrevista ao jornal The Guardian após a estreia do English Team no torneio que ocorre na Rússia em 2018 e falou sobre os dois gols assinalados e o desejo de se igualar aos craques de Real Madrid e Barcelona, os quais superou na briga pela artilharia de 2017.
Autor de 56 gols no ano, dois a mais que Lionel Messi, o grande nome do Barça, Harry Kane se lembra do período em que precisou provar a sua qualidade para se firmar no futebol.
"Eu tive que provar que as pessoas estavam erradas ao longo da minha carreira e eu amo provar para mim mesmo que posso fazer isso. Ronaldo é o melhor do mundo, lá em cima com Messi, mas o desafio é estar com eles. Para ser o melhor jogador do mundo você tem que mirar alto, você não pode mirar baixo. Então, não coloque limites em si mesmo", declarou.
"Eu quero provar em um grande torneio, quero estar lá em cima com os melhores do mundo. A única maneira de fazer isso é se apresentar nos grandes momentos. Isso me dá confiança e quero fazer isso nos jogos à frente", acrescentou.
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(Foto: Getty Images)
Na Seleção Inglesa desde 2013, Harry Kane viu a sua seleção enfrentar dificuldades para se firmar entre os principais nomes do futebol mundial. O obstáculo mais recente foi a queda precoce na Eurocopa 2016, na França.
"Eu trabalhei duro para chegar onde estou. Tenho muita determinação e gosto de estar aqui. A Eurocopa foi decepcionante para mim, para todos, por isso foi um desafio. Não há melhor maneira de fazê-lo do que ganhar e marcar os gols", disse o jogador.
Feliz com o resultado obtido na primeira rodada do Grupo G, o qual conta também com Panamá e Bélgica, adversários de segunda e terceira rodadas da chave, Harry Kane vê os tropeços dos grandes rivais, como Alemanha, Argentina e Brasil, como ponto positivo.
"Algumas grandes equipes já perderam. É uma Copa do Mundo. Veja o México batendo na Alemanha e o quanto isso significou para eles. A Tunísia foi um jogo difícil para nós, mas provamos que podemos avançar. Se quisermos ir longe, temos que vencer jogos desse tipo", comentou.
