A novela envolvendo a briga entre Gustavo Scarpa e Fluminense ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (6). Por decisão da juíza Dalva Macedo, da 70ª Vara do Trabalho do Rio, ficou determinado o arresto (apreensão de bens) de R$ 200 milhões do jogador e do Palmeiras, estipulando um prazo de cinco dias para o depósito.
"Ao se autorizar que determinado jogador, em caráter precário, defenda outra agremiação, faz surgir um desequilíbrio na relação contratual com o antigo clube, passando este não mais a contar com a força de trabalho do seu empregado, tampouco com o valor relativo à multa rescisória pela extinção abrupta do pacto laboral", apontou a juíza.
No entanto, o Palmeiras emitiu uma nota oficial, apontando que desconhece tal decisão.
"O processo corre em segredo de justiça. A ordem judicial ainda não chegou ao conhecimento do Palmeiras, mas admira a ordem ter chegado ao conhecimento da imprensa antes de chegar ao conhecimento do próprio Scarpa. É preciso que fique claro que o Palmeiras não é parte nesse processo. O Palmeiras nunca se manifestou nem nunca chegou a discutir ou exercer qualquer ato de defesa nesse processo. Portanto, qualquer ordem em relação ao Palmeiras é claramente abusiva, excede completamente os limites processuais e não deve subsistir.", disse o Departamento Jurídico do Palmeiras.
Ag Palmeiras/Divulgação
Foto: Cesar Greco / Divulgação Palmeiras
De acordo com os advogados de Scarpa, o Fluminense deve R$ 735 mil ao jogador, que é a somatória dos atrasos no FGTS dos meses de junho a novembro de 2017, direitos de imagem dos meses de agosto a novembro de 2017, o salário de 13º de 2016, férias e o salário de novembro de 2017 de quase 135 mil reais. Além disso, o clube também deve os salários de R$ 84 mil mensais do jogador de março a outubro de 2017.




