Jogo com portões fechados só comprova o óbvio: o torcedor é a alma do futebol

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Gilvan de Souza/Flamengo/Divulgação
Por conta de uma punição imposta pela Conmebol, o Flamengo recebeu o River Plate sem torcida, no Rio de Janeiro

O Flamengo empatou em 2 a 2 com o River, nesta quarta-feira(28), na estreia da Copa Libertadores da América. Acostumado a ter sempre o apoio de sua torcida, o Rubro-Negro viveu um momento diferente, com os portões fechados, nenhum torcedor esteve presente no estádio.

Somente os jornalistas puderem acompanhar a partida, algo que também era uma grande novidade para a maioria que estava ali trabalhando. No entanto, houve a possibilidade de perceber alguns aspectos com o silêncio que encoava. 

"A torcida faz parte do que acontece, no grito para o pênalti, pressão em cima do juíz, a torcida do futebol não é uma plateia de cinema, influencia o que acontece no campo e hoje não teve ninguém para influenciar. Foi uma experiência interessante, ouvir o que os jogadores estão falando em campo", disse Tim Vickery, correspondente da BBC no Brasil. 

Flamengo River Plate 28022018 Copa Libertadores
(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo / Divulgação)

A pouca comunicação entre os atletas foi algo bastante curioso. Tanto os elencos de Flamengo quanto de River Plate falaram pouco dentro de campo. O que reforça a conclusão de que foi um jogo bastante nervoso principalmente no primeiro tempo. 

Até a comemoração dos gols foi um tanto quanto diferente, na ausência de torcida, o banco de reservas foi importantíssimo, pois vibrou bastante a cada tento de seus companheiros. Com as arquibancadas vazias, parte da comissão técnica do Flamengo que estava em um dos camarotes também fez o papel de torcedor na hora de comemorar. 

Henrique Dourado Diego Flamengo River Plate 28022018 Copa Libertadores
(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo / Divulgação)

Três gândulas também foram chamados a atenção pelo árbitro quando no segundo gol do Flamengo comemoraram exageradamente, pelo silêncio, foi possível para o juiz perceber e reclamar com os meninos que estavam trabalhando. 

É verão no Rio de Janeiro e o dia estava extremamente abafado, mas a ausência de torcida deixou o Nilton Santos frio, em um dos jogos mais esperados da fase de grupos da Copa Libertadores, não há como negar que o torcedor é a alma do futebol e deve ser muito respeitado. 

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