Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (FIFA), defendeu seu novo projeto relacionado à venda de participações na Copa do Mundo, após os fortes ataques que sofreu nas últimas horas.
A FIFA anunciou em comunicado oficial, na terça-feira, que seu presidente, Gianni Infantino, pretende vender participações da Copa do Mundo na forma de ações para investidores do setor privado, e assumirá um papel semelhante ao de comissário nesse novo projeto.
Desde a publicação desse comunicado, surgiram diversas manifestações de indignação contra Infantino e seu novo projeto, especialmente por parte da União das Associações Europeias de Futebol, bem como de algumas federações nacionais, entre elas a inglesa e a francesa.
Infantino respondeu a esses ataques por meio de um vídeo, no qual afirmou que esse acordo não é obrigatório, mas sim uma oportunidade de ouro, realizada através de um processo democrático.
Infantino disse, em declarações reproduzidas pelo jornal Mundo Deportivo: "O plano representa uma proposta e uma oferta, é um processo democrático e, acima de tudo, é uma oportunidade e não uma obrigação, e representa o início de um processo de consultas".
E acrescentou: "Uma parcela extremamente pequena do crescente valor comercial do futebol chega àqueles que mais precisam dela dentro deste esporte".
E prosseguiu: "Esta é uma oportunidade de ouro para impulsionar o desenvolvimento do futebol em nível mundial, mas repito: isto é apenas uma proposta e não uma obrigação".
E concluiu: "Queremos ajudar a formar a próxima seleção de Cabo Verde, mas, mais uma vez, essa decisão cabe inteiramente aos nossos membros".
