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Gianni Infantino FIFAgetty

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Infantino aguarda novo golpe antes do "grande evento" no Marrocos

Em um golpe duro que pode mudar o mapa das eleições para a presidência da Fifa, a Federação Francesa de Futebol, comandada por Philippe Diallo, decidiu retirar seu apoio total ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, e se juntar oficialmente à frente da União Europeia contrária a ele, acusando-o de uma liderança autoritária e de vender o Mundial a fundos ligados a Donald Trump.

França anuncia o rompimento amanhã

O jornal "L'Équipe" destacou que a posição da França nas próximas eleições para a presidência da Fifa, marcadas para 18 de março em Rabat, no Marrocos, não estava em dúvida, mas a expectativa terminará amanhã, quinta-feira, quando o comitê executivo da Federação Francesa, salvo circunstâncias imprevistas, retirará seu apoio total a Infantino, que se candidata a outro mandato apesar da tempestade provocada por sua decisão, em meados do verão, de vender cotas da Copa do Mundo a fundos privados controlados por pessoas próximas ao presidente norte-americano Donald Trump.

Diallo: um sistema que não condiz com o futebol

Philippe Diallo, membro do comitê executivo da Uefa e presidente da Federação Francesa, manifestou sua intenção de abandonar Infantino, assim como fizeram dezenas de federações europeias, pois considera que a atual gestão da Fifa não está à altura dos elevados princípios que o futebol representa, segundo revelou o jornal "L'Équipe".

O jornal francês citou Diallo em uma declaração incendiária: "Já critiquei anteriormente a distribuição das receitas da Copa do Mundo entre as seleções nacionais, porque a considerei extremamente injusta, e também ocorreram diversos episódios recentemente que desviaram da essência do jogo, como a anulação do cartão vermelho aplicado a Balogun a pedido de Donald Trump, a expansão proposta de 48 para 64 equipes e alguns arranjos financeiros. É necessária uma revisão completa desse sistema, que não condiz com a importância do futebol".

Por que Diallo mudou de lado agora?

A L'Équipe entende que a posição declarada de Diallo de se voltar contra Infantino, que será revelada na quinta-feira, não se deve apenas às suas divergências fundamentais com ele, mas também ao fato de ser membro do comitê executivo da Uefa, não podendo se opor a Aleksander Ceferin, que atualmente faz de tudo para se livrar do presidente da Fifa.

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