Thierry Henry é histórico no futebol francês. Campeão mundial em 1998 e vice em 2006, o ex-atacante é ídolo de sua nação. Vinte anos após a taça conquistada por seu país, ele tem a chance de fazer história em um time rival: a Bélgica.
Em 2016, dois anos após a sua aposentadoria, Henry iniciou o trabalho na Seleção Belga, ao lado de Roberto Martínez. Ele é auxiliar técnico do espanhol de 44 anos.
Acostumado aos títulos, afinal venceu Copa do Mundo 1998, Eurocopa 2000 e Copa das Confederações 2003, Henry tem a incumbência de passa a sua experiência para a equipe da Bélgica.
“Henry tem sido muito importante, porque traz aquele ‘know how’, ele já ganhou a Copa e a Eurocopa, sabe como se comportar nestas situações de pressão”, disse Roberto Martínez.
O discurso do técnico é endossado dentro do próprio elenco. Não há quem discorde que a capacidade de lidar com pressão do ex-jogador de 40 anos seja o ponto-chave de seu trabalho.
“Para ganhar, é preciso superar barreiras psicológicas, e Henry nos ajuda muito”, comentou Axel Witsel.
O trabalho de Thierry Henry na Seleção Belga, porém, não se limita ao lado psicológico. Craque dentro das quatro linhas, ele tem ajudado um jogador que atua em posição semelhante à sua.
Acostumado a ficar dentro da área, Romelu Lukaku aprendeu com Henry a importância de se distanciar do gol adversário.
“Henry entende a cabeça do atacante e me ensinou muitas coisas. Evolui no meu senso de posicionamento e finalizações”, afirmou o artilheiro belga na Copa do Mundo 2018, com quatro gols assinalados.
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Mesmo com toda o trabalho interno no elenco belga, Thierry Henry permanece como ídolo na França, rival desta terça-feira (10), às 15h (de Brasília), na semifinal da Copa do Mundo. O jogo entre as equipes ocorre no Krestovsky Stadium, em São Petersburgo.
A sua idolatria segue intacta até na Seleção Francesa. Lucas Hernández, lateral esquerdo da equipe nacional e também do Atlético de Madrid, fala sobre o lendário atacante.
"Todo pessoa francesa sabe muito bem que Thierry [Henry] foi um grande jogador. Ele é um cara icônico no meio do futebol", falou sobre o antigo atacante da Seleção Francesa.
"Espero que Thierry não nos vença. Se nós vencermos, eu penso que ele ainda ficará feliz. Acima de tudo e em primeiro lugar, ele é francês também", comentou.
