Paulinho e Renato Augusto são as duas maiores bandeiras que dão ao jogador de elite a certeza de que jogar na China não é algo ruim, tecnicamente. Afinal de contas, os meio-campistas são dois dos muitos destaques da Seleção Brasileira sob o comando do técnico Tite.
No entanto, Carlos Tévez apareceu como voz dissonante em relação ao futebol chinês. Se alguém duvidava que o atacante havia deixado o Boca Juniors apenas pelas montanhas de dinheiro do Shanghai Shenhua, o jogador de 33 anos confirmou o óbvio.
“Eu não acho que vai conseguir competir com nenhuma liga grande da Europa, e nem que apareça o melhor jogador em 50 anos por aqui”, afirmou em entrevista para a TV española. O ídolo de Boca Juniors, Corinthians e Juventus também criticou o nível técnico da competição.
AFP(Foto: AFP)“Tecnicamente eles não são bons, e nem são tão físicos quanto dizem. Eles também são muito inocentes, por aqui te batem sem querer e machucam porque são brutos. Além do mais, o futebol é muito diferente e a gente encara de maneira diferente".
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De pontos positivos, o argentino destacou somente a decisão do governo em obrigar os clubes que gastarem em grandes reforços a investir no futebol de base do país: “Acho que com essa regra do governo, de que desde criança eles precisam jogar, vai melhorar muito este aspecto”, avaliou Tévez, que reconhece estar enfrentando problemas de adaptação.
Getty(Foto: Getty Images)“É um futebol muito diferente em relação a tudo o que eu joguei, e acho, no entanto, que não me adaptei completamente ou não me encachei. Acho que, pouco a pouco, vou me adaptando, porque é muito difícil fazer com que eles mudem”.
Pelo Shanghai Shenhua, Tévez disputou apenas cinco partidas – sendo uma amistosa – e fez um gol.
