As coisas não correram como o italiano Carlo Ancelotti havia planejado durante o confronto entre Brasil e Marrocos na primeira rodada do Grupo 3 da Copa do Mundo de 2026, depois que uma de suas ideias táticas se transformou em um ponto fraco evidente, que a seleção marroquina aproveitou ao longo do primeiro tempo.
Ancelotti decidiu dar a Roger Ibáñez, zagueiro do Al-Ahli saudita, a chance de ser titular na partida, mas a surpresa foi colocá-lo na lateral direita, em vez de sua posição habitual no centro da defesa, em uma jogada com a qual o técnico italiano buscou reforçar a defesa contra a velocidade dos marroquinos.
No entanto, os cálculos do experiente técnico esbarraram em uma realidade diferente dentro de campo, onde Ibáñez teve visíveis dificuldades para lidar com os movimentos rápidos dos jogadores marroquinos, especialmente pelas laterais, encontrando-se sob pressão constante desde os primeiros minutos da partida.
A seleção marroquina parecia ciente do ponto fraco existente na lateral direita do Brasil e concentrou muitos de seus ataques por esse lado, aproveitando as dificuldades de Ibáñez no posicionamento, no desarme e no enfrentamento de situações individuais, o que fez com que o Brasil se mostrasse instável defensivamente durante muitos momentos do primeiro tempo.
Leia também... Após o choque com o Brasil... Yassine Bounou conquista o coração de Neymar
E as dificuldades do zagueiro do Al-Ahly não se limitaram apenas ao aspecto técnico; os números revelaram a magnitude dos desafios que ele enfrentou durante os 45 minutos em que esteve em campo, já que perdeu 5 disputas físicas de um total de 8, sofreu duas dribles, além de ter causado duas faltas contra a seleção de seu país e não ter vencido nenhuma disputa aérea durante todo o tempo em que esteve em campo.
No final do primeiro tempo, ficou claro que Ancelotti não estava convencido com o desempenho do jogador, decidindo intervir rapidamente e corrigir a situação ao retirar Ibáñez e colocar Danilo no início do segundo tempo, em uma medida que muitos analistas consideraram um reconhecimento implícito do fracasso da experiência.
No final, Ibáñez recebeu a nota mais baixa entre todos os jogadores das duas seleções, com 6,2 pontos, saindo da partida como um dos jogadores mais criticados, enquanto o Marrocos conseguiu frustrar a ideia de Ancelotti logo no início, transformando a aposta tática do técnico italiano em uma das principais histórias da partida.


