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"Teríamos empatado com um time morto": Mourinho critica seus jogadores e recusa poupar Guler

José Mourinho, técnico do Real Madrid, dirigiu críticas aos seus jogadores após a difícil vitória sobre o Elche nos minutos finais, apontando que sua equipe brincou com fogo depois de perder o controle da partida e dar ao adversário a chance de reagir, e que há muitas coisas que precisam melhorar.

O Real Madrid estava a caminho de uma vitória tranquila sobre o lanterna do Campeonato Espanhol, mas complicou a partida para si mesmo e arrancou os 3 pontos a duras penas, pelo placar de 3 a 2, na noite de terça-feira, no estádio Manuel Martínez Valero, pela sexta rodada.

Essa vitória difícil despertou preocupação na torcida do time merengue antes do dérbi contra o Atlético de Madrid, no estádio Metropolitano, no próximo domingo.

"Deixamos os espaços"

Mourinho afirmou, em declarações destacadas pelo jornal "Marca" após a partida: "Apenas 3 pontos. Claro, depois do primeiro tempo a sensação era de que marcaríamos três, quatro ou cinco gols no segundo tempo, mas baixamos a intensidade e demos grandes espaços ao adversário".

E acrescentou: "Tentei dar mais solidez ao meio-campo escalando Jude Bellingham e Brahim Díaz, mas eles marcaram um gol, e nesses estádios, com essa presença de público, a equipe que parece morta pode voltar à vida".

"Podemos e não fazemos"

Mourinho falou sobre as mudanças que fez nos minutos finais, explicando: "Temos muito talento, arriscamos ao máximo, e os jogadores tinham a sensação de que não podíamos perder. Jogamos minutos finais muito bons".

O treinador português elogiou a mentalidade de sua equipe, mas apontou o problema que ainda o incomoda, dizendo: "Os jogadores estão unidos e motivados, há amizade e comprometimento. Minha única crítica é que podemos decidir as partidas e não o fazemos, e demos a uma equipe que parecia morta a chance de voltar à vida".

A pressão dos jogos

Sobre o rodízio diante da pressão dos jogos, Mourinho disse: "Fizemos mudanças, e Mbappé e Konaté são os únicos que jogaram as partidas completas contra Inter, Rayo e Elche".

E acrescentou: "Agora precisamos descansar um pouco e, depois, começar a preparar a partida de quinta-feira".

O problema da acomodação

Mourinho abordou os períodos de queda de rendimento que o Real Madrid sofre durante as partidas, explicando: "O problema me parece claro. Há partidas que parecem encerradas, mas não estão".

E prosseguiu: "A única explicação que encontro é que as consideramos partidas fáceis, e não as matamos. Há partidas que não decidimos, e parece que passamos da sensação de facilidade para a perda de controle".

E completou: "Nesses estádios lotados, com torcidas maravilhosas, as coisas ficam difíceis. E o bom é que, quando a dificuldade aumenta, a equipe reage e vence, e isso é o mais importante".

E encerrou esse ponto em tom de brincadeira: "E o bom também é que ninguém se entedia nas partidas do Real Madrid, porque são muito divertidas".

Elogio a Espí

Sobre Carlos Espí, autor do gol da vitória agônica, Mourinho disse: "Ele tem apresentado um bom desempenho, e é um jogador com muita motivação. À frente dele há um jogador que não é normal (Mbappé), e jogar com os dois juntos não é fácil, porque não temos nas pontas jogadores tradicionais para um sistema 4-4-2".

E explicou: "No fim, arriscamos tudo, porque o empate não nos serve".

Diomandé evolui

Mourinho elogiou o nível de Yan Diomandé, dizendo: "Ele está evoluindo. Tem uma grande capacidade de trabalho e inteligência, porque não é fácil jogar 85 minutos carregando um cartão amarelo. Fez um trabalho magnífico, e estou feliz com ele".

Leia também:

Em vídeo: após 200 minutos, Diomandé responde às críticas com sua primeira contribuição em gols

Preocupação defensiva

Sobre o Real Madrid sofrer gols em todas as partidas, Mourinho disse: "Gosto muito que minha equipe marque gols, mas também gosto de controlar as partidas. Não gosto que dermos chances ao adversário".

E acrescentou: "Podemos sofrer um gol de uma situação que não tem relação com o contexto da partida, mas hoje os gols vieram porque perdemos o controle do jogo".

"Não é um jogador insubstituível"

Mourinho recusou considerar Arda Güler um jogador insubstituível, dizendo: "Não existe jogador insubstituível. Quando faço as mudanças, é porque estávamos perdendo o controle".

E explicou: "Arda começou a baixar sua intensidade, porque estava jogando na posição de camisa 10, e essa posição exige cobrir o campo inteiro".

Uma partida com 3 faces

Mourinho falou sobre o desempenho do meio-campo, dizendo: "Quando a equipe estava bem, eles estavam muito bem. Saímos da pressão de forma boa e com grande qualidade, mas nossa partida tem duas faces".

E corrigiu: "Ou três faces, para sermos mais precisos, porque o final foi simplesmente: ou matamos a partida ou morremos nela".

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