Os meios esportivos e judiciais da França aguardam, nesta sexta-feira, a decisão do Tribunal de Apelação de Versalhes sobre o destino do jogador da seleção marroquina Achraf Hakimi, após ele ter recorrido da decisão de levá-lo a julgamento sob a acusação de estupro no caso que remonta ao ano de 2023.
Esses desdobramentos judiciais ocorrem no momento em que Hakimi participa com a seleção marroquina da Copa do Mundo de 2026, onde se prepara para o jogo contra a Escócia nas primeiras horas da manhã de amanhã, sábado, pela segunda rodada do Grupo 3.
O lateral marroquino disputa o torneio usando a braçadeira de capitão, ao mesmo tempo em que continua afirmando sua inocência em relação a todas as acusações que lhe são imputadas.
Espera-se que a decisão do Tribunal de Apelação determine se o caso seguirá oficialmente para julgamento ou se a decisão de encaminhamento proferida anteriormente será anulada, conforme divulgado pela rede francesa RMC.
Em fevereiro passado, o juiz de instrução decidiu encaminhar o jogador do Paris Saint-Germain a julgamento, antes que o jogador entrasse com um recurso solicitando o arquivamento do caso e a suspensão do processo judicial.
Detalhes das acusações
O caso remonta a fevereiro de 2023, quando uma jovem de 24 anos apresentou acusações contra Hakimi, afirmando que o conheceu pelo Instagram em janeiro daquele mesmo ano, antes de se dirigir à casa dele em um carro particular que o jogador havia reservado para ela.
Segundo seu relato, o jogador marroquino a beijou e a tocou sem seu consentimento, antes de cometer o crime de estupro, conforme consta nas investigações preliminares. Ela acrescentou que conseguiu afastá-lo e, em seguida, pediu a uma amiga que fosse buscá-la na casa.
Após a abertura do inquérito, Hakimi foi colocado sob supervisão judicial, antes que o juiz de instrução decidisse, posteriormente, encaminhá-lo a julgamento.
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A defesa de Hakimi insiste em sua inocência
Por sua vez, a advogada do jogador, Fani Colan, afirmou durante as etapas anteriores do processo que o inquérito se baseia essencialmente no depoimento da denunciante, considerando que alguns elementos apresentados nas investigações levantam dúvidas sobre sua versão dos fatos.
Ela também mencionou a existência de mensagens trocadas entre a denunciante e uma de suas amigas, que, segundo ela, foram objeto de discussão durante as investigações.
Por outro lado, a advogada da denunciante, Rachel Flore Pardo, enfatizou que três juízes já haviam considerado que havia provas suficientes para justificar o encaminhamento de Hakimi ao tribunal criminal competente para julgar a acusação de estupro.
A denunciante: “Quero ser ouvida”
Em sua primeira aparição na mídia, a denunciante — que usou um pseudônimo — falou a um veículo de comunicação francês, afirmando que deseja chegar a um julgamento que lhe permita apresentar sua versão dos fatos e se defender perante a justiça.
Ela disse que quer ter a oportunidade de relatar o que aconteceu e que seu depoimento seja ouvido na íntegra.


