O jornalista argelino Hafiz Draji sugeriu a existência de suspeitas de manipulação nas partidas da Copa do Mundo de 2026, mas não fez acusações específicas contra nenhuma seleção em particular.
Reportagens da imprensa apontaram que o novo formato do torneio, com a participação de 48 seleções e a classificação das melhores terceiras colocadas, complicou ainda mais os cálculos e abriu espaço para discussões sobre a possibilidade de manipulação.
Draji escreveu, em sua conta no Facebook: “Parece que a realização das partidas da terceira rodada da fase de grupos ao mesmo tempo não impediu, nem impedirá, o surgimento de cenários polêmicos para muitas seleções, para não dizer mais nada”.
O jornalista argelino destacou que a situação da seleção argelina a mantém longe da polêmica, já que seu destino ainda está em suas próprias mãos antes da última rodada da fase de grupos.
Ele explicou: “O melhor é que o seu destino na Copa do Mundo esteja nas suas mãos, e não nos pés dos outros. A seleção argelina não precisa esperar pelos resultados dos adversários; uma vitória ou até mesmo um empate contra a Áustria é suficiente para garantir a classificação para a segunda fase e decidir a vaga com seu próprio esforço em campo”.
A seleção argelina enfrenta a Áustria na madrugada de amanhã, domingo, na terceira rodada do Grupo 10, partida decisiva para ambas as equipes, já que ambas somam 3 pontos, com vantagem no saldo de gols para a equipe europeia.
Basta à seleção da Argélia conquistar a vitória para se classificar para a segunda fase como vice-campeã do grupo, atrás da Argentina, ou empatar para se classificar entre os melhores terceiros.
Vale lembrar que a seleção argelina foi vítima de uma das maiores conspirações da história da Copa do Mundo de 1982, quando a Áustria — seu próximo adversário — combinou com a Alemanha Ocidental um resultado que eliminasse os “Verdes” da fase de grupos, no que ficou conhecido como o “escândalo de Gijón”, em referência à cidade que sediou aquela partida.
