As pressões sobre o presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, aumentam diante da ampliação do círculo de oposição nos corredores do futebol mundial, apesar de ele ter recuado em seu polêmico projeto que levaria à privatização de uma parte dos torneios da Fifa.
Nesse sentido, o jornalista britânico Ben Jacobs afirmou neste domingo, por meio de sua conta na plataforma "X", que a União das Federações Europeias de Futebol (Uefa) se prepara para retirar completamente seu apoio por escrito a Infantino, enquanto os membros da Concacaf se preparam para dar o mesmo passo.
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Ben Jacobs acrescentou que vários altos dirigentes da cúpula da Fifa pressionam pela renúncia de Infantino, convictos de que uma votação de moção de desconfiança contra ele seria colocada em pauta caso se recuse a deixar o cargo.
O plano de Infantino previa a criação de uma nova empresa chamada FIFA Forward Enterprise, que reuniria as operações comerciais e as operações de organização dos torneios da Federação Internacional, com a abertura de uma parte dela a investidores do setor privado.
A União das Federações Europeias de Futebol (Uefa) anunciou que boicotaria os torneios da Fifa caso Infantino insistisse em seu projeto, que também enfrentou oposição da Confederação Asiática e da Concacaf.
O norte-americano Carlos Cordeiro, importante assessor do presidente da Federação Internacional, também renunciou em protesto contra a proposta, que igualmente gerou críticas por parte do francês Kevin Lamour, diretor executivo de operações da Fifa.
Diante dessa revolta vivida pelo mundo do futebol, o presidente da Fifa foi obrigado a anunciar a retirada de seu polêmico projeto, mas isso não interrompeu as críticas, já que a Uefa parece insistir em afastar Infantino do cargo, ao passo que a Concacaf exigiu uma "revisão da presidência da Federação Internacional".
