O Barcelona enfrenta uma verdadeira crise na posição de centroavante a apenas 10 dias do início do Campeonato Espanhol e a 3 semanas do fechamento da janela de transferências de verão.
De acordo com o jornal espanhol "As", o clube catalão apostou todas as suas fichas desde janeiro passado na contratação do argentino Julián Álvarez, e, caso o negócio fracasse diante da insistência do Atlético de Madrid, por todos os meios, em mantê-lo, a equipe permanecerá numa situação extremamente complicada, sobretudo com a saída quase oficial de Ferran Torres para o Paris Saint-Germain e a transferência de Robert Lewandowski para o Chicago Fire.
Essa situação inesperada contraria as expectativas do treinador Hansi Flick antes do início do verão, quando ele pediu a contratação de jogadores ofensivos. Apesar de o diretor esportivo Deco ter fechado as contratações de Gordon e Adeyemi em duas operações relâmpago, a dupla marcou juntos menos de 30 gols na temporada passada, um índice baixo em comparação aos 40 gols marcados por Ferran Torres e Robert Lewandowski, aos quais se somam os 14 gols de Marcus Rashford, cujo período de empréstimo terminou sem renovação.
Flick precisa fundamentalmente de um atacante que garanta marcar mais de 30 gols, e, entre os nomes cogitados como opções alternativas, o grego Vangelis Pavlidis, atacante do Benfica, foi o único a alcançar esse número no ano passado, embora o Campeonato Português seja classificado abaixo das grandes ligas europeias. Já o georgiano Giorgi Mikautadze, que agrada a Deco por seu estilo dinâmico e sua movimentação, marcou apenas 16 gols com o Villarreal.
O argentino Lautaro Martínez, um dos atacantes mais destacados da Europa nos últimos anos, se aproximou desse índice ao marcar 27 gols, mas seu alto valor de mercado, de 85 milhões de euros segundo o site especializado "Transfermarkt", torna sua chegada inviável, já que a Inter de Milão descarta sua venda.
A mesma cena se repete com Mikel Oyarzabal, cuja contratação parece quase impossível por motivos afetivos, apesar de ter marcado 18 gols com a Real Sociedad e 14 gols com a seleção da Espanha na temporada passada, o que comprova sua capacidade de render em clubes de elite da Europa.
O diretor esportivo Deco possui um grande crédito de confiança graças às suas contratações estratégicas nas últimas três temporadas, que refletem sua excelente leitura das necessidades do time principal, com a contratação de Dani Olmo na temporada 2024-2025, de Joan García na temporada 2025-2026 e de Rodri, caso seu negócio se confirme, para a temporada 2026-2027, além de seu sucesso em contratações temporárias como Marcus Rashford e João Cancelo, e soluções emergenciais como Wojciech Szczesny.
Não se pode descartar que o diretor esportivo do Barcelona faça uma nova jogada de mestre, preparada nos bastidores há meses, embora os dados oficiais divulgados pelo clube confirmem que o argentino Julián Álvarez era o primeiro alvo do Barça. E, caso "a Aranha" não chegue, será instaurado um estado de emergência e aumentarão as exigências dos outros clubes, fazendo com que Deco enfrente, sem dúvida, um dos maiores desafios desde que assumiu o cargo na diretoria do Barcelona.




