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Golpe europeu: proposta de Infantino sofre nova recusa

A Associação das Ligas Europeias de Futebol elevou o tom contra o presidente da Federação Internacional, Gianni Infantino, ao anunciar sua rejeição categórica à proposta de ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções, no mais recente episódio do crescente atrito entre as instituições futebolísticas europeias e a FIFA.

Em comunicado oficial divulgado nesta quarta-feira, e reproduzido pela rede RMC, a Associação das Ligas Europeias de Futebol (EUFL) afirmou que a Federação Internacional "não deve mais ter permissão para tomar decisões unilaterais dessa magnitude", considerando que tais medidas contrariam os interesses das ligas, dos clubes, dos jogadores e das torcidas, que constituem, segundo o comunicado, o pilar fundamental do valor das competições internacionais.

A associação avaliou que a proposta de ampliação da Copa do Mundo é uma extensão da mesma linha adotada pela FIFA no projeto de criação de uma empresa comercial para administrar os direitos comerciais e operacionais de suas competições, projeto que foi recentemente abandonado após uma ampla onda de rejeição.

Acrescentou que a Federação Internacional concedeu às partes envolvidas um prazo de no máximo 4 semanas para analisar o projeto, sem realizar qualquer consulta efetiva com as ligas, os clubes ou os jogadores, apesar de essas serem as partes que mais seriam afetadas pela decisão.

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A Associação das Ligas Europeias de Futebol acenou com a possibilidade de adotar medidas de escalonamento, afirmando que poderá boicotar quaisquer novas competições ou futuras ampliações dos torneios da FIFA caso a Federação Internacional não promova reformas substanciais, especialmente no que diz respeito ao sistema de governança e aos mecanismos de tomada de decisão.

Essa posição surge em meio à crescente pressão sobre Infantino, que enfrenta críticas cada vez maiores de diversas partes dentro do futebol mundial, após o fracasso de seu projeto de vender uma fatia dos direitos comerciais dos torneios da FIFA a investidores do setor privado.

A Associação das Ligas Europeias de Futebol havia apresentado, há dois anos, uma queixa à Comissão Europeia, acusando a FIFA de um conflito de interesses decorrente de sua acumulação dos papéis de entidade organizadora e operadora comercial das competições.

Em contexto relacionado, o ex-astro português Luís Figo somou-se à lista de críticos do presidente da FIFA, após defender sua renúncia, descrevendo seu comportamento como "vil", "trapaceiro" e "covarde" em uma mensagem publicada na plataforma X.

A nova polêmica vem após anos da decisão da FIFA de aumentar o número de seleções da Copa do Mundo de 2026 para 48, enquanto a proposta de elevar esse número para 64 seleções parece enfrentar uma oposição ainda mais forte, num momento em que Infantino busca fortalecer sua posição antes das eleições para a presidência da Federação Internacional, previstas para 2027.

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