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Red Bull Bragantino Rosario Central quartas de final Copa Sul-Americana 10 08 2021Divulgação/Conmebol

Finalista da Copa Sul-Americana, Red Bull Bragantino inova em investimentos no esporte

Fundada em 1987, a Red Bull não tem demonstrado ganho técnico e competitivo apenas com as equipes que patrocina pelo mundo. Um dos pontos de sucesso e considerado como referência por especialistas está associado à estratégia de marketing idealizada pela empresa, com objetivo claro de levar a mensagem principal a um público mais jovem, focado principalmente em adolescentes.

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O que era apenas algo publicitário e teve início na Europa durante a década de 90, se transformou em investimento pesado para o esporte. Inicialmente, a empresa investiu forte em comerciais publicitários, distribuição de produtos em universidades, bares e casas noturnas, além de modelos em pontos estratégicos das cidades para promover a marca.

O sucesso fez com que a Red Bull migrasse para projetos próprios em esportes considerados radicais - que era onde os jovens estavam - casos de lutas marciais, motor e consequentemente o futebol, este abrangendo diferentes públicos, é verdade, mas com um alcance inimaginável.

O carro-chefe da empresa era a realização ou o aporte a eventos considerados tops a nível mundial, casos da Nascar e XGames, além de equipes de Fórmula 1, como a Red Bull Racing. O outro salto, que sacramentou o nome da empresa no esporte, se deu quando o investimento migrou para a compra de times próprios de futebol, o primeiro deles o RB Leipzig, da Alemanha, em 2013. Desde então, foram adquiridos mais quatro clubes, sendo dois no Brasil: o Red Bull Bragantino, finalista da Copa Sul-Americana e que também faz boa campanha na Série A do Campeonato Brasileiro, e o Red Bull Brasil, que está na Série A2 do Paulista. Os outros são o New York Red Bulls, que disputa a Major League nos Estados Unidos, e o FC Red Bull Salzburg, na Áustria.

De modo geral, eles não patrocinam eventos ou equipes de terceiros, eles produzem seus próprios, do jeito que querem, para transmitir exatamente a mensagem que querem. Eles entenderam que o futebol é um enorme gerador de conexões, algo que mexe com a identidade das pessoas de forma profunda e decidiram ter um envolvimento com isso maior do que uma empresa que simplesmente patrocina. E por ser uma decisão tão central na estratégia da empresa, é muito difícil imaginar uma saída do esporte, embora é claro que a forma de atuar possa mudar ao longo do tempo.

Marcelo Palaia, especialista em marketing esportivo e professor do segmento pela ESPM-SP, afirma que o conceito da Red Bull sempre foi muito definido e tem atingido resultados que devem servir de exemplo para outras empresas da área.

"Desde o princípio ela focou no investimento em um público adolescente e entendeu que estar dentro do esporte, com planejamento estratégico e conteúdo, traria ganhos diversos não apenas de vendas, mas do valor da marca como um todo. Essa organização e agressividade na capacidade de investir fazem dela uma referência não apenas de marketing, mas de ganho técnico. O reflexo dos bons resultados nas equipes que controla, mesmo em pouco tempo, não são por acaso", explica.

Do outro lado, a Red Bull, fundada em 1987, não tem demonstrado ganho técnico e competitivo apenas com as equipes que patrocina pelo mundo. Um dos pontos de sucesso e considerado como referência por especialistas está associado à estratégia de marketing idealizada pela empresa, com objetivo claro de levar a mensagem principal a um público mais jovem, focado principalmente em adolescentes.

O que era apenas algo publicitário e teve início na Europa durante a década de 90, se transformou em investimento pesado para o esporte. Inicialmente, a empresa investiu forte em comerciais publicitários, distribuição de produtos em universidades, bares e casas noturnas, além de modelos em pontos estratégicos das cidades para promover a marca.

O sucesso fez com que a Red Bull migrasse para projetos próprios em esportes considerados radicais - que era onde os jovens estavam - casos de lutas marciais, motor e consequentemente o futebol, este abrangendo diferentes públicos, é verdade, mas com um alcance inimaginável.

O carro-chefe da empresa era a realização ou o aporte a eventos considerados tops a nível mundial, casos da Nascar e XGames, além de equipes de Fórmula 1, como a Red Bull Racing. O outro salto, que sacramentou o nome da empresa no esporte, se deu quando o investimento migrou para a compra de times próprios de futebol, o primeiro deles o RB Leipzig, da Alemanha, em 2013. Desde então, foram adquiridos mais quatro clubes, sendo dois no Brasil: o Red Bull Bragantino, que faz boa campanha na Série A do Campeonato Brasileiro, e o Red Bull Brasil, que está na Série A2 do Paulista. Os outros são o New York Red Bulls, que disputa a Major League nos Estados Unidos, e o FC Red Bull Salzburg, na Áustria.

"O projeto, que no momento é bem sucedido no futebol brasileiro, é mais uma manifestação de algo anterior, que já começou há muito tempo, sobretudo na primeira década desse século, quando a Red Bull realmente inovou e mudou diversos parâmetros do marketing no mundo todo. A empresa decidiu que a melhor forma de fazer marketing seria viver as experiências que seus fãs gostariam. Promover a eles experiências reais e extremas. No caso da marca, inicialmente com “Red Bull te dá asas”, por exemplo. Esse slogan, que tinha uma campanha muito simples na televisão, se baseava e buscava patrocinar esportes, mostrava imagens incríveis de pessoas que se arriscavam e que, sobretudo, a coisa mais importante não era o fato se voava ou se não voava, se tinha asa ou não, mas mostrava um esporte que tinha a comunidade envolvida por muita paixão", avalia Bruno Maia, CEO da Feel The Match e especialista em inovação e novos negócios na indústria do esporte.

A opinião é corroborada por Renê Salviano, executivo com mais de 20 anos de experiência profissional em diretoria comercial, de marketing e novos negócios do esporte, e que lançou neste ano a agência de marketing esportivo HeatMap, para captação de patrocínios, desenvolvimento de ativações ou atuante em áreas como gestão e direito no esporte. 

"Não passa de uma estratégia muito bem feita, muito estudo. Fizeram tudo com muito planejamento e se apoiando em ações com uma força de mídia muito grande, e muitas das vezes mídia espontânea. Porque eram ações exclusivas e inéditas mundo afora e isso trouxe muita força para marca. Trouxe também essa paixão porque as ações realmente foram muito impactantes. E aí é óbvio que chegariam no futebol, o esporte mais praticado no mundo inteiro para poder ganhar escalabilidade".

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