A Federação Internacional de Futebol (Fifa) reafirmou, em comunicado oficial, seu apoio ao presidente Gianni Infantino, ressaltando que qualquer processo relacionado às eleições "deve estar em conformidade com o estatuto e seus procedimentos democráticos".
Infantino enfrenta uma oposição crescente, especialmente por parte da confederação europeia, que busca derrubá-lo, em função de suas decisões e planos polêmicos, sendo o mais recente o projeto de vender uma parcela da Copa do Mundo a investidores, do qual o presidente da Fifa acabou recuando ao final sob pressão.
O jornal britânico "Telegraph" também noticiou recentemente que a União das Federações Europeias de Futebol (Uefa) concedeu dinheiro a uma de suas funcionárias, em função de seu relacionamento com Infantino, quando este era secretário-geral da confederação continental.
A esse respeito, um porta-voz da Fifa afirmou, na manhã deste domingo, em comunicado divulgado pelas contas oficiais da federação internacional: "Reafirmando os recentes comunicados emitidos pela Conmebol e pela CAF, bem como as discussões com as federações-membro e as confederações continentais em diversas partes do mundo, a Fifa não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo relacionado à eleição de um presidente que não esteja em conformidade com o estatuto da federação, os procedimentos democráticos e o marco de governança aprovado".
E prosseguiu: "O presidente da Fifa foi eleito democraticamente pelas federações-membro da federação internacional, e continua a exercer suas funções em virtude do mandato que lhe foi concedido".
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O comunicado acrescentou: "Fica cada vez mais evidente que há esforços coordenados e contínuos, por parte de alguns, para minar a Fifa e seu presidente. E aqueles que não contam com o apoio das federações-membro da Fifa não devem tentar alcançar aquilo que não conseguem alcançar por meio dos procedimentos democráticos adotados na Fifa, recorrendo a alegações, insinuações ou informações enganosas".
E completou: "A recente cobertura da imprensa incluiu afirmações não sustentadas por provas e alegações claramente falsas sobre a Fifa e seu presidente. Especulações e insinuações não devem ser apresentadas como fatos, e repetir uma alegação não a torna verdadeira".
"A mudança desafia os interesses estabelecidos"
O comunicado prosseguiu, em defesa de Infantino: "O presidente da Fifa dedicou mais de 30 anos de sua carreira profissional ao futebol europeu e mundial, e contribuiu para promover grandes mudanças no esporte, especialmente na ampliação do acesso ao futebol, dos recursos e das oportunidades em diversas partes do mundo. E a mudança inevitavelmente desafia os interesses estabelecidos, mas a discordância com essa mudança não pode justificar tentativas de minar o mandato democrático do presidente da Fifa, ou a instituição que ele foi eleito para liderar".
E continuou: "A Fifa acolhe o escrutínio legítimo, mas o escrutínio não é uma licença para distorcer os fatos, exagerar alegações não sustentadas por provas ou inventar distrações destinadas a minar o progresso. E quando a cobertura da imprensa for imprecisa ou enganosa, a Fifa a enfrentará de forma direta e enérgica".
O comunicado concluiu: "A Fifa tem uma responsabilidade perante nossas 211 federações-membro e perante o futebol em todo o mundo. E não permitiremos que nossa atenção seja desviada ou que nosso rumo seja alterado no fortalecimento da organização, na prestação de serviços às nossas federações-membro e na continuidade do trabalho para tornar o futebol verdadeiramente global. E, por meio do presidente da Fifa e de sua administração, nosso foco permanece totalmente voltado a essa missão, e estamos mais determinados do que nunca a cumpri-la".
