Fifa descarta Mundial de Clubes no Rio por questões econômicas

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Reprodução/Twitter Maracanã

O sonho do prefeito Eduardo Paes em sediar o Mundial de Clubes 2021 no Rio de Janeiro, após a desistência de Tóquio, durou pouco. Isso porque, como informou o GE, a Fifa sequer levou em consideração esta possibilidade. 

Segundo apuração da Goal, nem mesmo a CBF e a Conmebol eram entusiastas da ideia. As duas entidades não encararam com otimismo, uma vez que sabiam que o desejo da Fifa era "por um mercado melhor economicamente", ou seja, mais rentável. Além disso, os contatos começaram de forma tardia, sem tempo para que um projeto fosse apresentado. 

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Na última quarta-feira (22), em entrevista coletiva, o prefeito já havia indicado que era algo improvável. 

"Estamos trabalhando, é o desejo do Rio. Seria super interessante, estou falando com a CBF e outros dirigentes. Não é simples, parece que tem uma predileção pela Ásia. Mas estamos trabalhando e negociando para que isso aconteça", disse Eduardo Paes. 

Logo depois, veio a confirmação de que o Rio de Janeiro estava descartado. O clima foi de frustração, principalmente do prefeito que esperava mais apoio da CBF e da Conmebol. 

Ao ser avisado que o Rio não tinha chances, Paes também ouviu que é provável que o destino seja de fato os Emirados Árabes, que formalizou a candidatura e é considerado um local mais rentável, como é desejo da Fifa. A África do Sul também deseja sediar o torneio e apresentou o projeto, não é tratada como prioridade. 

Com a desistência do Japão de última hora, o Mundial de Clubes pode sofrer alteração no calendário. Para que tudo seja bem organizado, a competição pode acontecer entre final de janeiro e início de fevereiro. O torneio é normalmente disputado em dezembro.