O brasileiro Rodrigo Fabri, de 50 anos, que se juntou ao Real Madrid em 1998 com um contrato de cinco anos, mas que não disputou nenhuma partida oficial pelo clube merengue, aconselhou seu compatriota Endrick a deixar o Santiago Bernabéu.
Fabri disputou alguns amistosos pelo Real Madrid e foi emprestado cinco vezes, além de ter atuado pelo Atlético de Madrid, onde não deixou marca digna de nota, e agora compartilhou sua experiência com o jornal "As", onde fez algumas declarações inesquecíveis.
O jornal "Mundo Deportivo" reproduziu parte de sua entrevista, na qual afirmou: "Cheguei à Espanha com muito entusiasmo, mas as coisas não deram certo. Tanto a Roma quanto o Deportivo La Coruña, que estavam no auge, queriam me contratar, mas escolhi o Real Madrid por sua história rica e seu prestígio."
E acrescentou: "A longo prazo, ficou claro que minha escolha foi equivocada, mas eu estava convencido da minha decisão na época. Acredito que teria jogado com regularidade e me firmado na Itália ou na Galícia, mas meu caminho foi outro."
Prosseguiu: "Senti entusiasmo e empolgação. É verdade que a concorrência era enorme, mas acredito que merecia uma chance. Tive treinadores como Heynckes, Camacho, Hiddink, Toshack e Del Bosque, e nenhum deles me deu confiança total."
E continuou: "Fiquei muito frustrado. No verão de 1999, transferi-me para o Valladolid. Sabia que estava perto do Real Madrid e que estaria sob observação praticamente diária. Fiz uma temporada excelente em termos de desempenho, marquei vários gols e dei assistências para outros."
E completou: "Estava convencido de que merecia um lugar no elenco do Real Madrid, mas, no fim, disseram-me que não contavam comigo e me emprestaram novamente. Foi uma situação complicada e desagradável. Em vez de mim, contrataram Solari, do Atlético de Madrid, que fez uma temporada péssima."
Ao ser questionado sobre o que diria a Endrick, jogador do Real Madrid, com base em sua experiência, respondeu: "Vejo que ele praticamente não tem nenhuma oportunidade de jogar. É jovem, é considerado um jogador fundamental na reconstrução da seleção brasileira e é talentoso. Eu o aconselharia que, se não tiver muitas oportunidades, como acontece agora, o melhor para ele é transferir-se para outro time onde possa jogar e evoluir como jogador de futebol."
E, a respeito das vaias direcionadas a Vinícius no estádio Santiago Bernabéu, esclareceu: "Isso não é normal, embora todos conheçamos as exigências do Real Madrid. Acho que Vinícius é um jogador excelente, mas não o considero um superastro. Ainda assim, é o nosso melhor atacante no Brasil."
Vocês podem discutir os temas e as notícias de forma mais aprofundada nos fóruns do Kooora





