As reações continuam em torno da jogada polêmica protagonizada por Lionel Messi, astro da seleção argentina, na partida contra a Argélia na Copa do Mundo de 2026, que está sendo disputada nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
Messi ganhou as manchetes após marcar um “hat-trick” de três gols, levando a seleção argentina a iniciar a campanha de defesa do título com uma vitória esmagadora (3 a 0) e assumindo a liderança da lista dos maiores artilheiros da história do torneio, empatado com o alemão Miroslav Klose (16 gols cada).
No entanto, Messi foi alvo de polêmica por causa de outra jogada, quando entrou com força na perna do zagueiro argelino Aïssa Mandi, no momento em que o placar indicava uma vantagem de 1 a 0 para a seleção argentina.
Embora o árbitro Simon Marciniak tenha marcado falta, ele não mostrou nenhum cartão ao capitão da seleção argentina.
A jogada foi analisada pelo árbitro de vídeo Tomasz Kwiatkowski, que decidiu não intervir, considerando que o árbitro de campo não cometeu um “erro claro e evidente” que justificasse a revisão da decisão.
Por sua vez, o ex-árbitro inglês Andy Davies disse à rede americana ESPN: “A entrada de Messi foi desnecessária, e ele teve muita sorte de não ter sido expulso diretamente”.
E acrescentou: “Ao entrar por trás com contato dos pitões da chuteira na panturrilha e com certa intensidade, a punição adequada nessas situações é o cartão vermelho direto”.
O especialista em arbitragem esclareceu que, independentemente de Messi ter tido a intenção de cometer a falta dessa forma ou não, isso não altera nada do ponto de vista legal, já que a intenção não é considerada um fator decisivo nas regras do jogo, enquanto a natureza do contato e da entrada continuam sendo a base para a avaliação da situação.
O especialista em arbitragem continuou: “Na minha opinião, Messi teve sorte, pois essa jogada merecia expulsão direta. Ela ocorreu quando o placar indicava uma vantagem de um gol a zero para a Argentina, o que poderia ter afetado significativamente o andamento da partida”.
Ele concluiu dizendo: “Além disso, a expulsão de Messi poderia ter afetado o restante da campanha da Argentina na fase de grupos, já que ele provavelmente seria suspenso por pelo menos uma partida, o que o impediria de participar de um dos próximos jogos da Copa do Mundo”.


