A disputa existente entre a União das Federações Europeias de Futebol, a "Uefa", e a Federação Internacional de Futebol, a "Fifa", já não é segredo para ninguém; pelo contrário, materializou-se em uma realidade concreta nos últimos tempos por meio das decisões arbitrais.
Essa distância ficou claramente evidente quando a União Europeia, presidida por Aleksander Ceferin, decidiu escalar o árbitro somali Omar Artan para dirigir a partida da Supercopa Europeia no dia 12 de agosto passado, na cidade de Salzburgo, entre o Paris Saint-Germain, campeão da Liga dos Campeões, e o Aston Villa, campeão da Liga Europa, que terminou com um novo título para o clube parisiense, e isso apesar da decisão anterior da "Fifa" de excluir o mesmo árbitro das finais da Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos.
E as mensagens da "Uefa" e do comitê de arbitragem, presidido por Roberto Rosetti, não pararam por aí; foi decidido oficialmente enviar um convite especial ao árbitro africano para participar do primeiro encontro de arbitragem desta temporada, que reúne a elite dos árbitros do Velho Continente antes do início da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa e das demais competições continentais, isso de acordo com o jornal espanhol "Mundo Deportivo".
A cidade suíça de Genebra, sede da "Uefa", deverá receber os trabalhos deste encontro de avaliação no período de 31 de agosto a 2 de setembro, para estabelecer as diretrizes gerais e as orientações arbitrais das três competições europeias (Liga dos Campeões, Liga Europa e Liga Conferência).
Artan participará das sessões do encontro lado a lado com 35 árbitros da categoria "elite", reconhecidos como os melhores da Europa, além de 61 árbitros da primeira categoria, fazendo com que a presença do árbitro somali como convidado de honra represente um passo notável nos bastidores da arbitragem europeia.

